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Portugueses deram mais de meio milhão de ordens nas OPV

Ontem, perante os resultados da OPV da REN, em que a procura superou em 109 vezes a oferta, o presidente da Euronext Lisbon, Miguel Athayde Marques não hesitou em considerar que esta operação marca "o reanimar do capitalismo popular, em que todos somos do

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Ontem, perante os resultados da OPV da REN, em que a procura superou em 109 vezes a oferta, o presidente da Euronext Lisbon, Miguel Athayde Marques não hesitou em considerar que esta operação marca "o reanimar do capitalismo popular, em que todos somos donos de empresas".

Não todos. Mas é verdade que as últimas operações de privatização aumentaram o número de investidores na bolsa de Lisboa na ordem das centenas de milhar.

Em dez meses, o Governo realizou três OPV. A primeira foi a Galp em Outubro de 2006, seguindo-se a Portucel em Novembro. Este ano foi a vez da REN. Ao todo, estas operações atraíram para as respectivas empresas perto de 350 mil accionistas. Que juntos, deram 588 mil ordens de compra de acções. Desde as privatizações dos anos 90, quando surgiu o termo capitalismo popular, que não se via nada assim.

Estes números não incluem a colocação em bolsa de empresas privadas, como a Martifer, que também suscitou amplo interesse. Entraram para a empresa, que realizou o IPO a 27 de Junho, 63.517 accionistas, que deram ordens para 1,21 mil milhões de acções.

A OPV da REN foi, de longe, a mais concorrida das três operações de privatização levadas a cabo pelo Governo, com a empresa a ficar com 194 mil accionistas, contra os 131 mil da Galp, tornando-se a segunda cotada com mais accionistas da bolsa.

Athayde Marques considera que com a OPV da REN "o mercado de retalho português é reactivado". Também o ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, sublinhou a elevada procura dos pequenos investidores: "Os resultados evidenciam o sucesso da operação, que se destacou por uma forte adesão popular", realçou na sessão especial de bolsa.

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