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Portugueses mais optimistas voltam a encarar compra de casa

Os portugueses estão a mostrar-se novamente mais disponíveis para encarar a compra de uma casa e os pedidos de marcação de visitas a imóveis estão a aumentar, disse à Lusa o presidente da APEMIP.

Negócios com Lusa 14 de Outubro de 2009 às 08:58
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Os portugueses estão a mostrar-se novamente mais disponíveis para encarar a compra de uma casa e os pedidos de marcação de visitas a imóveis estão a aumentar, disse à Lusa o presidente da APEMIP.

Embora "nem todas as visitas a imóveis se materializem em vendas", como afirma o presidente da Associação dos Profissionais e Empresas de Mediação Imobiliária de Portugal (APEMIP), o sector já começou a sentir um aumento destes pedidos. Exemplo disso é o facto de o Sapo ter registado, em Setembro, mais de 50 mil pedidos de visitas, um movimento que foi também sentido na CasaYES.

Este facto, confirma Luís Carvalho Lima, é um sinal positivo do início da recuperação do mercado. "É um bom indicador tanto mais quanto se sente que a procura está mais disponibilizada para concretizar a transacção imobiliária do bem que procura", reforça o responsável à Lusa.

Apesar dos bons sinais - que acompanham a subida da confiança dos consumidores portugueses em Setembro - o sector mantém um optimismo cauteloso. O número de transacções imobiliárias "é mais baixo do que no ano anterior mas esta diminuição tem, na sua essência, mais a ver com a natural tendência para a estabilidade do mercado do que com a crise financeira mundial", acredita o presidente da APEMIP.

Embora considere ainda ser cedo para fazer balanços, Luís Lima admite que o valor das transacções imobiliárias venha a ser este ano "superior ao do ano anterior, mesmo que o número de transacções seja menor, como acontecerá". O que acontece é que as casas do segmento médio-alto continuam a ser as que menos sofrem com a crise. "Quem procura casas de gama média-alta tem mais facilidade de acesso ao crédito ou pode mesmo não precisar de crédito para adquirir o que pretende.

Daí essa imagem de que esse sector venderá mais", justifica o responsável, que acredita também que com "uma normalização do acesso ao crédito as transacções serão mais equilibradas em todos os segmentos. Há procura e oferta em todos".


Neste ponto, e depois de um grande restrição por parte da banca à concessão de empréstimos, actualmente "há alguma tendência para a normalização" refere, acrescentando que o sector "compreende que os bancos tenham de ser prudentes nesta matéria, mas um excesso de remédio também pode matar".

Sobre a tendência de preços dos imóveis, Luís Lima diz que "tendem a subir", mas "não muito", a beneficiar do facto do valor do imobiliário em Portugal ser "muito equilibrado pois não sofreu a especulação que gerou as bolhas, entretanto rebentadas, que são notícia nos mercados imobiliários de outros países". A eventual subida das taxas Euribor durante 2010 é encarada sem receios. "Há muito tempo em níveis baixíssimos, as eventuais próximas subidas serão, seguramente, suaves o que fixará tais juros em valores ainda baixos. Mas a subida é um sinal de normalização da economia o que, a acontecer, será bom para todos".

No mês passado, a APEMIP, em parceria com a União de Créditos Imobiliários (UCI), apresentou ao Governo uma proposta para o lançamento de uma linha de crédito a 100% para a compra de casa. Um exemplo que Luís Lima espera que "contagie outras instituições bancárias".
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