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Poupança nas PPP pode passar por cortes na iluminação e nos limpa-neves

O presidente da Estradas de Portugal, António Ramalho, admitiu hoje que a poupança com as Parcerias Público Privadas (PPP) rodoviárias pode incluir a redução de iluminação, limpa-neves e patrulhamentos de estradas.

Lusa 05 de Fevereiro de 2013 às 17:15
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As hipóteses foram apontadas pelo próprio presidente da empresa como "assuntos que também devem ser trabalhados" no estudo do novo modelo de financiamento das PPP.

 "Eu como português, custa-me ter 42 limpa neves em Portugal, 51 centros de apoio e manutenção em Portugal, patrulhamentos de duas em duas horas sem qualquer utilidade específica e sem qualquer paralelo na Europa e, como português, custa-me porque os portugueses pagam isso tudo", afirmou.

 

António Ramalho falava em Bragança, à comunicação social, durante mais um conselho de administração da EP descentralizado para visitar os investimentos rodoviários e contactar com os diferentes agentes locais, desde concessionárias a autarcas.

 

O presidente da Estradas de Portugal prosseguiu reiterando que "os limpa-neves, os centros de apoio e manutenção são pagos pelos contribuintes e alguns deles estão totalmente vazios".

 

"Há centros geradores capazes de iluminar uma cidade inteira que estão neste momento indisponíveis para alguma coisa que seja e existem, são pagos pelos portugueses", apontou.

 

António Ramalho defendeu que "os portugueses com certeza que querem ter a melhor qualidade de serviço, mas num preço adequado".

 

A empresa pública está a realizar um estudo técnico sobre o novo modelo de financiamento das PPP, mas o presidente não adiantou qual a data prevista para a conclusão do mesmo.

 

António Ramalho garantiu que as medidas que vierem a ser tomadas "serão sempre de ajustamento para que o nível de serviços estabelecido seja o adequado".

"Garanto que não vou pedir para porem nas estradas portuguesas sinalização em ouro", acrescentou.

 

O presidente da EP confirmou ainda que a empresa está também "a estudar", com outros parceiros, a questão das portagens nas antigas SCUT, sem adiantar mais pormenores.

 

"Falar durante um momento em que nós estamos com parceiros a estudar isto não é adequado", declarou.

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