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Preço da privatização da Galp Energia abaixo das previsões dos analistas

O preço de venda de 18,5% do capital da Galp Energia à Rede Eléctrica Nacional avalia a empresa num valor abaixo das estimativas dos analistas do Espírito Santo Research e do BPI, que afirmam que a esta diferença tem um impacto entre 2 a 3 cêntimos no pre

Nuno Carregueiro nc@negocios.pt 18 de Dezembro de 2003 às 11:08
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O preço de venda de 18,5% do capital da Galp Energia à Rede Eléctrica Nacional avalia a empresa num valor abaixo das estimativas dos analistas do Espírito Santo Research e do BPI, que afirmam que a esta diferença tem um impacto entre 2 a 3 cêntimos no preço das acções da Electricidade de Portugal.

O preço da venda de 18,3% do capital da Galp Energia à REN, no quadro da terceira fase de reprivatização da holding aprovada hoje, foi fixado em cerca de 420 milhões de euros, avaliando a Galp Energia num total de 2,3 mil milhões de euros.

No Iberian Daily de hoje o Espírito Santo Research afirma que esta avaliação – feita Merrill Lynch e a Morgan Stanley – está 14% abaixo da sua a própria valorização, que ascende a 2,684 mil milhões de euros.

No entanto, a avaliação agora encontrada corresponde apenas ao valor de mercado da Galp Energia, sem contemplar qualquer prémio de controlo ou direitos especiais, adianta o Ministério da Economia. Carlos Tavares disse ontem que este preço não irá necessariamente condicionar outras transacções no quadro da reestruturação da energia.

O ESR explica que o «impacto de usarmos esta avaliação implícita (no negócio com a REN) à nossa avaliação de 14,27% da EDP na Galp Energia, é uma descida do preço-alvo de 2,43 euros para 2,41 euros».

Já o BPI afirma que o preço do negócio entre o Estado e a REN, avalia a participação da EDP na Galp em 328 milhões de euros, menos que os 411 milhões de euros que o BPI avalia. «Este diferencial representa 3 cêntimos por cada acção da EDP», refere o BPI, que avalia assim a Galp em cerca de 2,9 mil milhões de euros.

Os analistas têm defendido que a EDP pode utilizar a posição que tem na Galp para comprar à empresa um aposição de 51% na Gás de Portugal, no âmbito do plano de reestruturação do sector energético português.

O ESR lembra ainda que os 2,3 mil milhões de euros em que a Galp ficou avaliada, estão abaixo dos 2,891 mil milhões de euros implícitos no valor da empresa, quando a ENI adquiriu a posição de 33,34% na Galp em 2000.

Na opinião do ESR, o facto mais relevante de ontem é que a ENI continua a poder exercer a «call option» para reforçar a posição na Galp para mais de 40%, dado o Governo não fazer a dispersão de capital da Galp em Bolsa antes do final do ano.

Assim, «com este negócio (venda de posição à REN por parte do Estado) não vai descer o poder da ENI» nas negociações para a reestruturação do sector energético, nas quais a empresa italiana tem votado contra nas Assembleias Gerais da Galp.

«Acreditamos que a manutenção do incertezas significativas acerca do resultado final das negociações entre o Estado e a ENI vai continuar a ser um facto negativo para a performance das acções da EDP», refere a ESR.

As acções da EDP seguiam a subir 0,49% para os 2,05 euros, depois de ontem terem depreciado quase 2%.

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