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Prejuízos do BPI superam previsões e atingem 106,6 milhões de euros

O Banco BPI registou, no primeiro semestre de 2014, um prejuízo de 106,6 milhões de euros, explicado por uma menos menos-valia extraordinária de 102 milhões de euros com a venda de dívida pública portuguesa e italiana.

Ana Luísa Marques anamarques@negocios.pt 23 de Julho de 2014 às 17:07
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Este prejuízo superou as previsões dos analistas reunidas pela agência Reuters. Os analistas esperavam um resultado negativo de 96 milhões de euros nos primeiros seis meses de 2014.

 

O banco liderado por Fernando Ulrich comunicou esta quarta-feira, 23 de Julho, em comunicado à Comissão de Mercado de Valores Mobiliários, que registou prejuízos de 106,6 milhões de euros nos primeiros seis meses do ano. Este valor compara com um lucro de 58,9 milhões de euros no período homólogo.

 

"O resultado líquido consolidado no primeiro semestre de 2014 foi penalizado pelo contributo negativo da actividade doméstica em 156,2 milhões de euros, o qual é especialmente influenciado por menos-valias de 102 milhões de euros (-132 milhões de euros antes de impostos) realizadas no primeiro trimestre com a venda de dívida pública de médio e longo prazo de Portugal e Itália", explica o banco em comunicado.

 

A actividade doméstica do banco foi também afectada pelo "custo dos CoCo, os quais foram, entretanto, integralmente reembolsados em Junho [o banco anunciou a 25 desse mês que tinha concluído – três anos antes do previsto – o reembolso da ajuda estatal] e pela manutenção do custo dos depósitos a prazo em níveis elevados e por taxas Euribor em valores baixos".

 

Por outro lado, a actividade internacional do banco "contribuiu positivamente para os resultados consolidados", ao registar um lucro de 49,5 milhões de euros, um aumento de 28,6% face ao primeiro semestre de 2013.

 

No primeiro semestre deste ano, o banco reembolsou ao Estado português 920 milhões de euros de obrigações subordinadas de conversão contingente (CoCo): 500 milhões de euros a 19 de Março e 420 milhões de euros a 25 de Junho.

 

Desta forma, o banco concluiu "o reembolso da totalidade da operação de recapitalização realizada em Junho de 2012, quando o Estado português subscreveu 1.500 milhões de euros em CoCo". 

 

De acordo com as novas regras para a banca europeia - ainda em implementação - o rácio de solvabilidade, rácio "common equity tier one" era de 12,5% a 30 de Junho de 2014, "o que corresponde a um excesso de capital de 793 milhões de euros face ao valor de referência para avaliação de activos a realizar pelo Banco Central Europeu, de 8%". Já segundo as regras "totalmente implementadas", este rácio ficou nos 8,6% a 30 de Junho de 2014.  

 

O produto bancário do banco registou uma queda homóloga de 43,7% para 328,6 milhões de euros, "o que se explica essencialmente pela diminuição dos lucros em operações financeiras em 245,6 milhões de euros, de 188,3 milhões de euros no primeiro semestre de 2013 para -57,3 milhões de euros no primeiro semestre de 2014, uma vez que inclui menos-valias realizadas no primeiro trimestre de 2014 com a venda de dívida pública portuguesa e italiana de médio e longo prazo". 

 

Nos primeiros seis meses de 2014, a margem financeira do banco permaneceu praticamente inalterada face ao período homólogo, nos 236,5 milhões de euros.

 

Entre Janeiro e Junho deste ano, o banco contabilizou imparidades para crédito no valor de 100,1 milhões de euros.    

 

(Notícia actualizada às 18h29) 

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