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Prejuízos do Novo Banco agravam-se para 362,6 milhões

O Novo Banco registou um resultado líquido negativo de 362,6 milhões de euros no primeiro semestre de 2016.

Miguel Baltazar/Negócios
Ana Luísa Marques anamarques@negocios.pt 31 de Julho de 2016 às 17:39
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O Novo Banco registou um prejuízo de 362,6 milhões de euros no primeiro semestre de 2016, revelou a entidade liderada durante este período por Eduardo Stock da Cunha em comunicado enviado à Comissão de Mercado de Valores Mobiliários, este domingo, 31 de Julho.

No mesmo período de 2015 o banco tinha registado um resultado líquido negativo de 251,9 milhões de euros. Segundo o comunicado de hoje, nos primeiros seis meses deste ano, o banco foi penalizado por uma provisão de 109,6 milhões de euros para custos de reestruturação.

As provisões do banco totalizaram, assim, 576,7 milhões de euros, mais 305,1 milhões face ao mesmo período de 2015.

A instituição refere ainda que os resultados foram penalizados "pelo registo da totalidade do valor relativo à contribuição sobre o sector bancário e das contribuições para o fundo de resolução nacional e fundo único de resolução". 

Em termos trimestrais, o banco registou um prejuízo de 113,3 milhões de euros (no primeiro trimestre de 2016, o banco tinha registado um resultado líquido negativo de 249,4 milhões de euros). 

Entre Janeiro e Junho deste ano, a margem financeira (diferença entre os juros pagos e os juros cobrados) do Novo Banco aumentou em 22% para 262 milhões de euros. Já o produto bancário subiu 7,7% para 446,5 milhões de euros.

Os custos operativos do banco caíram em 23,4% para 304,2 milhões de euros resultado da diminuição do número de colaboradores e do redimensionamento da rede de distribuição. Face a Junho de 2015, o Novo Banco tem, actualmente, menos 1.202 colaboradores e 63 balcões.

O crédito a clientes caiu 8,4% para 28,9 milhões de euros face ao primeiro semestre de 2015.   

António Ramalho inicia funções esta segunda-feira A partir desta segunda-feira, 1 de Agosto, o Novo Banco passa a ser liderado por António Ramalho, até aqui presidente do Conselho de Administração da Infraestruturas de Portugal.

A ida de Ramalho para o Novo Banco foi confirmada a 12 de Julho pelo Banco de Portugal, mas o Negócios já tinha avançado no final de Junho que o Banco de Portugal, a quem cabe a nomeação do presidente do Novo Banco, tinha consultado o Governo sobre a escolha de António Ramalho para liderar a instituição financeira.

"O Banco de Portugal nomeou, sob proposta do Fundo de Resolução, na qualidade de único accionista do Novo Banco, S.A., o Dr. António Manuel Palma Ramalho para o cargo de Presidente do Conselho de Administração do Novo Banco", confirmou a 12 de Julho a instituição liderada por Carlos Costa.

Eduardo Stock da Cunha regressa ao Lloyds de António Horta Osório para liderar a área de aquisições, banco de onde é quadro e de onde saiu em comissão de serviço. Foi em Setembro de 2014 que o gestor ocupou o lugar de Vítor Bento, que saiu em discordância com a estratégia do governador Carlos Costa para o Banco de Portugal.

Stock da Cunha não será o único a sair do Novo Banco. José João Guilherme também vai deixar a administração da instituição financeira criada como herdeira do Banco Espírito Santo.

Com a saída dos dois administradores, no conselho do Novo Banco ficam, para já, Jorge Freire Cardoso, Vítor Fernandes, Francisco Vieira da Cruz e Francisco Cary, este último com o pelouro financeiro.


(Notícia actualizada às 18:17)

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