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Presidente da Empordef: “O Atlântida foi a certidão de óbito” dos Estaleiros Navais de Viana do Castelo

O navio Atlântida “foi a certidão de óbito” dos Estaleiros Navais de Viana do Castelo (ENVC) num projecto que a Empordef, como accionista, se sente lesada, admitiu Vicente Ferreira, presidente do Conselho de Administração da Empordef. Nessa medida, a empresa solicitou um parecer à Procuradoria Geral da República.

Ricardo Castelo
Ana Torres Pereira atp@negocios.pt 16 de Dezembro de 2013 às 20:09
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A Empordef pretende que a PGR faça “um escrutínio” de todo o processo do Navio Atlântida, que os Açores rejeitaram ficar com ele por não responder à velocidade contratada, uma vez que os ENVC “foram prejudicados”.

 

Vicente Ferreira, num encontro com jornalistas, admitiu que este pedido junto da PGR tem apenas como objectivo apurar o que aconteceu, uma vez que “não nos cabe a nós fazer auditorias retroactivas”.

 

O presidente da Empordef recordou que o objectivo, em relação aos ENVC, é “salvaguardar a tecnologia, os postos de trabalho e proteger o efeito macro-económico”, considerando que a opção da subconcessão “é a solução possível, não é boa, não é ideal”.

 

“Não houve forma de provar que os 181 milhões de euros, não eram ajuda do Estado e esbarrámos com um problema terrível”, adiantou o responsável. Assim “esta subconcessão permite dar continuidade à construção naval, salvaguardar a parte tecnológica e salvaguardar algum emprego”.

 

Neste encontro com jornalistas, Vicente Ferreira preocupou-se em levantar uma série de questões em relação à forma de gestão: “porque é que os Estaleiros perderam em 2000, 20 milhões de euros? Porque andaram a pagar dezenas de milhões de euros? Porque é que os asfalteiros estão parados, porque é que o NPO (Navio de Patrulha Oceânica) só hoje é que foi entregue? “É preciso explicar aos portugueses”.

 

Para este responsável, mais do que a Empordef, como accionista, deviam ter sido as entidades reguladoras a tomar uma posição.

 

“Porque é que o aço estava lá há 7 anos? Onde estavam as entidades reguladoras”, continuou. Para Vicente Ferreira é claro que a compra do aço que ficou parado nos Estaleiros “não obedeceu à contratação pública, foram dezenas de milhões de euros de aço” que se perderam.

 

A Martifer foi a empresa escolhida para a subconcessão dos ENVC.

 

 

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