Comércio Presidente do El Corte Inglés promete travar planos para a sua destituição

Presidente do El Corte Inglés promete travar planos para a sua destituição

A administração do El Corte Inglés está em confronto: sete conselheiros preparam a destituição de Gimenes do cargo de presidente. O responsável afirma que irá impugnar este conselho.
Presidente do El Corte Inglés promete travar planos para a sua destituição
Bloomberg
Negócios 13 de junho de 2018 às 16:34

Esta quinta-feira, sete conselheiros convocaram uma reunião cujo tema principal na ordem de trabalhos é "o cessar e a nomeação do presidente da administração". Mas o actual presidente, Dimas Gimeno, promete que não irá permitir este encontro. "Impugnarei o conselho que vai decidir a minha saída", afirma em entrevista ao jornal espanhol Expansión. O presidente está a considerar avançar com um processo neste sentido, afirmou. 

Como alternativa, Gimeno propôs uma reunião para o dia 12 de Julho, na qual pretende "abordar um plano de sucessão do presidente" entre outros temas. Outro dos travões que o presidente tem na manga é a exigência de que a sua saída passe pela comissão de nomeações e retribuições, tal como está previsto nos estatutos. Mas esta não existe de momento.

De acordo com os estatutos da empresa, esta convocatória é possível desde que o presidente não tenha acedido ao pedido de reunião no período de um mês, como foi o caso. Gimeno recusa comparecer no encontro de amanhã e acusa o conselho de actuar com base em motivações pessoais. Afirma que as filhas do anterior presidente, Isidoro Álvarez, o querem retirar de funções "a todo o custo". Ao Cinco Días, fontes oficiais do El Corte Inglés só dão a reunião desta quinta-feira como válida.

Apesar das intenções de impugnação da reunião desta quinta-feira, o presidente ressalva na mesma entrevista: "acredito que sou a pessoa adequada para levar a cabo o projecto, mas não sou ingénuo ao ponto de querer fazê-lo com uma maioria contra". 

Paralelamente, Gimeno insiste nos planos da distribuidora que gere abandonar a bolsa espanhola e sugere melhorias na gestão interna e na falta de transparência. "O grupo melhorou nas vendas e na rentabilidade durante os meus quatro anos como presidente", defende-se.




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