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Presidente da administração da Rioforte descarta culpas no investimento da PT

Manuel Fernando Espírito Santo não tinha controlo na matéria financeira na Rioforte, pelo que não tratou do investimento que a PT fez em dívida da sua empresa.

Bruno Simão/Negócios
Diogo Cavaleiro diogocavaleiro@negocios.pt 16 de Dezembro de 2014 às 12:16
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O presidente do conselho de administração da Rioforte defende não ter tido qualquer envolvimento no investimento que a Portugal Telecom fez na dívida daquela empresa.

 

"Era matéria financeira, de que eu nunca tratei e não era da minha competência ou responsabilidade", considerou Manuel Fernando na audição desta terça-feira, 16 de Dezembro, na comissão parlamentar de inquérito à gestão do GES e do BES.

 

Ao longo da sua audição, Manuel Fernando foi adiantando que havia uma "tesouraria unificada" no seio de todo o grupo, que era centralizado em Ricardo Salgado.

 

A Portugal Telecom aplicou 897 milhões de euros de excedentes da tesouraria em papel comercial da Rioforte, que acabaram por não ser reembolsados (a Rioforte está em insolvência). Na sequência desta operação, a operadora perdeu força na fusão com a brasileira Oi. Manuel Fernando diz não ter tido qualquer papel na execução deste negócio.

 

A Rioforte funcionava com uma comissão executiva, em que havia um administrador financeiro, que considerava a necessidade de emitir dívida. Dívida que depois era colocada pelos bancos. "A maior parte das vezes, não sabíamos quem era o cliente final", disse Manuel Fernando. No caso da PT, sabiam. A operadora já havia investido em dívida do grupo (da Espírito Santo International, por exemplo). Só no segundo trimestre deste ano, os 897 milhões de euros foram colocados na Rioforte.

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