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Presidente da AECOPS critica Ota e defende aeroporto mais a Sul

O presidente da AECOPS criticou hoje, em conferência de imprensa, a escolha da Ota para o novo aeroporto internacional de Lisboa baseada exclusivamente em critérios ambientais e defendeu a localização da futura infra-estrutura aeroportuária mais próxima d

Nuno Miguel Silva nmsilva@mediafin.pt 21 de Setembro de 2005 às 14:46
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O presidente da AECOPS criticou hoje, em conferência de imprensa, a escolha da Ota para o novo aeroporto internacional de Lisboa baseada exclusivamente em critérios ambientais e defendeu a localização da futura infra-estrutura aeroportuária mais próxima da capital e mais a Sul.

Joaquim Carlos Fortunato confessou ter «dúvidas sobre a Ota seria a localização ideal» para o novo aeroporto internacional de Lisboa. «Já ouvi falar de 130 estudos, embora não conheça nenhum, mas penso que o novo aeroporto deveria ser localizado mais a Sul», defendeu.

«Na minha opinião pessoal, o novo aeroporto devia ter duas condições principais: uma maior proximidade de Lisboa, porque penso que a Ota fica um bocado afastada, e para o bem e para o mal, Lisboa e a sua área envolvente continuam a ser um dos grandes pólos de atracção turística do País; e devia estar mais próximo do Algarve, que é por excelência a região turística de Portugal, e da costa alentejana, que está agora a desenvolver-se de forma acelerada», explicou Joaquim Carlos Fortunato.

O presidente da AECOPS não quis referir especificamente a solução do Rio Frio, mas afastou a hipótese de Beja, que, no seu entender, que teria mais potencialidades se fosse utilizada como terminal de carga.

«O que me custa a aceitar é que a decisão tenha sido baseada única e exclusivamente em custos ambientais e não se tenha feito uma análise dos custos económicos e uma análise custo-benefício», reforçou Joaquim Carlos Fortunato relembrando o processo, para si mal conduzido, da barragem de Foz-Côa, que foi interrompida com custos enormes para o Estado para «as gravuras terem sido apenas visitadas por 400 pessoas nestes anos que já passaram».

O presidente da AECOPS mostrou-se também surpreendido com as conclusões avançadas recentemente por estudos de especialistas, segundo as quais a capacidade da Ota estaria esgotada ao fim de 10 anos após a sua abertura ao tráfego.

«Esperamos que venham a ser divulgados os estudos prometidos pelo ministro das Obras Públicas», exigiu Joaquim Carlos Fort

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