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Presidente da Endesa acusa Iberdrola de «irresponsabilidade»

O comportamento da Iberdrola ao retirar unilateralmente a energia da bolsa espanhola de electricidade “pool” foi “irresponsável”, acusou hoje, em Lisboa, o presidente executivo da Endesa.

Ana Suspiro asuspiro@mediafin.pt 20 de Junho de 2006 às 17:50
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O comportamento da Iberdrola ao retirar unilateralmente a energia da bolsa espanhola de electricidade "pool" foi "irresponsável", acusou hoje, em Lisboa, o presidente executivo da Endesa.

Rafael Miranda, que hoje apresentou em Lisboa a sua estratégia para o mercado português, lembra que as empresas de energia estão a ser acusadas em toda a Europa de manipularem os mercados e preços da electricidade.

"Por muito menos, algumas empresas foram alvo de batalhões de inspectores dos serviços da concorrência da Comissão Europeia", realçou.

Para o gestor, o comportamento da Iberdrola é por isso uma "irresponsabilidade", na medida em que ao condicionar a procura no mercado livre está a manipular esse mercado.

"Se todos fizéssemos o mesmo, seria o fim do mercado", sublinhou ainda.

A Endesa, em conjunto com as outras eléctricas Unión Fenosa e Grupo EDP, também questiona a legalidade do real decreto espanhol que fixou um preço para os contratos de venda de energia entre empresas do mesmo grupo na bolsa espanhola.

No entanto, optou por um comportamento "leal" procurando fazer propostas regulatórias que permitam ultrapassar o problema.

A Iberdrola optou por retirar a sua energia do mercado grossista caso o preço representasse perdas para a sua actividade. A legitimidade desta atitude está a ser analisada pelo regulador espanhol, a Comissão Nacional de Energia.

Segundo o Governo, o preço, que visa combater o défice tarifário em Espanha, é provisório e será revisto até ao final do ano de forma a encontrar um mecanismo transparente, claro e objectivo que reflicta as condições de mercado.

Endesa admite retirar acções do Tribunal se houver duas ofertas

O presidente executivo da Endesa reafirmou hoje em Lisboa a disponibilidade da eléctrica para reavaliar as duas providências cautelares colocadas em tribunais espanhóis e que resultaram na suspensão da decisão do Governo que aprovou a oferta pública hostil da Gas Natural.

A Endesa admite mesmo recuar nestas estas providências, caso o regulador espanhol, a Comissão Nacional de Energia aprove a oferta concorrente lançada pela E.ON.

Para a gestão da Endesa, sublinha, o mais importante é que os accionistas da eléctrica possam ter oportunidade de escolher entre as duas ofertas, a da Gas Natural, já aprovada pelo Executivo de Madrid, e da empresa alemã, que oferece quase mais seis mil milhões de euros.

Rafael Miranda descarta ainda a acusação de que são as providências da Endesa que estão a paralisar as ofertas.

A responsabilidade, diz, é da Comissão Nacional de Energia que ainda não aprovou a segunda oferta da E.ON. Segundo a lei espanhola, uma OPA só pode avançar quando houver uma decisão relativamente a uma oferta concorrente.

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