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Presidente da Galp acredita em subida das margens de refinação no próximo ano

O presidente da Galp Energia, Manuel Ferreira de Oliveira, disse hoje acreditar que as margens de refinação poderão recuperar "marginalmente" no próximo ano, depois de nos primeiros nove meses deste ano terem caído "drasticamente", afundando, no caso da Galp, de 4,1 para 1,6 dólares por barril de petróleo.

Miguel Prado miguelprado@negocios.pt 11 de Novembro de 2009 às 19:02
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O presidente da Galp Energia, Manuel Ferreira de Oliveira, disse hoje acreditar que as margens de refinação poderão recuperar “marginalmente” no próximo ano, depois de nos primeiros nove meses deste ano terem caído “drasticamente”, afundando, no caso da Galp, de 4,1 para 1,6 dólares por barril de petróleo.

“Confiamos que as margens vão subir marginalmente no próximo ano, mas não me atrevo a fazer projecções”, comentou o presidente da Galp na apresentação dos resultados dos primeiros nove meses.

De Janeiro a Setembro a Galp Energia viu o seu lucro encolher de 353 milhões de euros no ano passado para 179 milhões este ano, com o EBITDA (resultado antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) a recuar de 731 para 472 milhões de euros nos primeiros nove meses.

“Existe uma sobre-oferta de produtos. A actividade da refinação está esmagada em termos de margens. Nunca, em mais de 30 anos, vi margens de refinação tão baixas”, disse Manuel Ferreira de Oliveira esta tarde, lembrando que a margem média do mercado nos primeiros nove meses se situou em 1,13 dólares por barril. De acordo com o presidente executivo da Galp, chegou mesmo a haver, no Verão, margens negativas na refinação, com o valor dos produtos refinados a ser inferior ao do crude.

Na análise às contas dos primeiros nove meses, Manuel Ferreira de Oliveira referiu que a queda do EBITDA “é devida ao menor valor da produção, à menor produção por causa dos cortes da OPEP e às menores margens”.

A dívida líquida da Galp cresceu, passando de 1,86 mil milhões de euros em Dezembro de 2008 para quase 2,2 mil milhões de euros em Setembro último. No entanto, a companhia conseguiu baixar o custo do financiamento, com o custo médio da dívida a descer de 5,1% para 3,53%. Manuel Ferreira de Oliveira mostrou estar confortável com o balanço do grupo. “Continuamos a manter uma estrutura de capitais sólida”, afirmou.

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