Outros sites Cofina
Notícias em Destaque
Notícia

Presidente da JM diz que empresas têm de pensar como substituir o Estado

O presidente da Jerónimo Martins disse esta noite que "a primeira responsabilidade social das empresas é ter lucros", que no futuro terão de ser usados para pagar a saúde e a creche aos filhos dos trabalhadores.

António Larguesa alarguesa@negocios.pt 20 de Março de 2012 às 01:00
  • Assine já 1€/1 mês
  • ...
Durante um debate no Clube dos Pensadores, em Gaia, Alexandre Soares dos Santos referiu que "o Estado, ao abrir mão das suas responsabilidades, obriga as empresas a pensar" em matérias como a assistência médica dos colaboradores e a educação dos seus filhos.

"Não vamos poder fugir a isto. As empresas têm de começar a pensar como se vão organizar", sintetizou o líder da Jerónimo Martins, dona do Pingo Doce.

Esta nova responsabilidade das empresas, acrescentou, fará com que no futuro uma empresa que nao pertença à família "terá de distribuir menos dividendos". Se pertencer, acrescentou, "terá de distribuir mais para fazer face a isto".

Alexandre Soares dos Santos assumiu perante a plateia, que enche esta noite uma sala de um hotel de Gaia, que "a primeira responsabilidade social de uma empresa é ter lucros, senão não há pagamento de impostos, não há dividendos, não há investimento".

Ainda na área laboral, o gestor antecipou que no futuro uma parte dos accionistas terão de ser os trabalhadores. Deste modo, frisou, "as pessoas passam a olhar para a empresa de modo diferente".

Soares dos Santos questionou ainda se as directrizes de Bruxelas para o "part-time" obrigarão a ter "para a mesma função duas pessoas". "E os ordenados? As pessoas estão preparadas para a redução brutal dos seus rendimentos?", perguntou.

A finalizar, o administrador da JM contestou o "movimento contra os bónus", dizendo que ele transporta "muita demagogia à mistura" e que "pode originar conflitos sociais".

Ver comentários
Saber mais Soares dos Santos Jerónimo Martins empresas Estado
Outras Notícias