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Presidente da Metro do Porto diz que funcionamento da empresa não está em causa

"Dificuldades há, que vão ser superadas. Que não tenhamos a menor dúvida", frisou Ricardo Fonseca.

Lusa 30 de Maio de 2011 às 14:21
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O presidente do Conselho de Administração (CA) da Metro do Porto afirmou hoje "não ter dúvidas" quanto à resolução da dívida de 200 milhões de euros e garantiu que "não está em causa" o funcionamento do metro.

"Conforme se resolveram os problemas num passado recente, não tenho a mais pequena dúvida que esse problema vai também ser resolvido e não está de modo algum em causa o funcionamento do metro", afirmou Ricardo Fonseca, em declarações aos jornalistas, no final da assembleia geral da Metro do Porto.

O Jornal de Notícias refere na sua edição de hoje que "o Governo ainda não deu garantias para pagar a dívida de 200 milhões que vence em Julho" e que "o metro corre o risco de parar".

Ricardo Fonseca adiantou ainda que a paragem de transportes públicos nas áreas metropolitanas do Porto e Lisboa "são cenários" que não se podem sequer "encarar".

O presidente, que sublinhou não estar disponível para cumprir mais mandatos à frente da empresa "por razões única e exclusivamente pessoais", lembrou ainda que "o problema" relacionado com dificuldades financeiras "é geral em todas as empresas do sector" dos transportes.

"Dificuldades há, que vão ser superadas. Que não tenhamos a menor dúvida", frisou.

Ricardo Fonseca, cujo mandato terminou em Dezembro de 2010 e que sairá da Metro do Porto assim que o novo governo nomear os novos órgãos sociais, garantiu que não abandona a Metro do Porto "decepcionado".

Admitiu, contudo, sair "entristecido", porque o trabalho "notável" realizado no âmbito do projeto da 2.ª fase de expansão da rede do Metro do Porto "não pode ser executado com a prontidão" que desejava, apesar de ter sido desenvolvido "para avançar o mais rapidamente possível".

"Entristece-me, mas a verdade é que todos nós temos consciência da situação em que o país está e, por isso, já era expectável que a 2.º fase tivesse um compasso de espera antes de avançar", disse.

O responsável referiu ainda "não sentir discriminação" do metro do Porto relativamente ao de Lisboa, afirmando que, apesar de serem "duas situações diferentes, o Metro de Lisboa terá com certeza alguns investimentos que vão ser suspensos".

Em abril, a Metro do Porto viveu um problema de tesouraria idêntico ao de agora, tendo sido encontrada "uma operação financeira com a Direção-Geral do Tesouro e Finanças" para assegurar o pagamento à banca.

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