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Presidente da Portucel diz que o Estado não é o melhor accionista

O processo de privatização da Portucel deve tornar a empresa mais competitiva, disse Jorge Armindo, que considera que o Estado não é o melhor accionista. A Cofina e a Sonae anunciaram hoje que estão ainda a estudar a participação no concurso.

Bárbara Leite 10 de Fevereiro de 2004 às 17:01
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O processo de privatização da Portucel deve tornar a empresa mais competitiva, disse Jorge Armindo, que considera que o Estado não é o melhor accionista. A Cofina e a Sonae anunciaram hoje que estão ainda a estudar a participação no concurso.

Esse "reforço da competitividade é um dos grandes objectivos do Caderno de Encargos" da privatização da Portucel [PTCL], disse Jorge Armindo, presidente da empresa, esperando que este processo decorra conforme os princípios previstos.

"Era desejável" que se conclua, no prazo previsto, a privatização da Portucel e que se crie "um elenco accionista estável". Para Jorge Armindo, estas condições serão fundamentais para a Portucel "reagir na retoma económica de uma forma mais eficaz".

No encontro Compromisso Portugal, Jorge Armindo referiu mesmo a importância de reduzir o peso do Estado nas empresas portuguesas, porque "o Estado não é o melhor accionista".

O Estado tem 56% da Portucel e vai alienar 30% do capital da empresa através de uma nova fase de reprivatização, depois da Sonae [SON] ter chumbado o anterior modelo que previa um aumento de capital, por troca de activos e entrada de um parceiro.

Cofina e Sonae estudam participação na privatização

A Cofina [COFI] e a Sonae estão ainda a estudar se vão ou não participar no concurso cujo prazo para entrega das propostas termina a 25 de Fevereiro.

"A Sonae continua a estudar" se vai ou não concorrer nesta privatização, disse Paulo Azevedo, presidente da Sonaecom e administrador da Sonae SGPS, companhia que detém 25% da papeleira.

Por seu lado, Paulo Fernandes, presidente da Cofina, adianta que "iremos tomar uma decisão" sobre esta matéria. A Cofina, juntamente com a Lecta, foi a vencedora do anterior concurso de privatização, que não avançou depois da Assembleia Geral da Portucel ter chumbado o modelo.

Paulo Fernandes admite ter tido "muitas despesas e perdido muito tempo" com o anterior concurso, onde não conseguiu concretizar os seus objectivos.

"Não podemos comentar sobre os negócios que estão, ou não estão em curso", referiu a mesma fonte, acrescentando que "os políticos fazem os concursos e os empresários enquadram-se ou não neles".

As acções da Portucel fecharam inalteradas nos 1,43 euros.

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