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Presidente de Sines acredita na alteração da localização Central Ciclo Combinado

O presidente do Município de Sines, Manuel Coelho, mostrou-se hoje "mais tranquilo" relativamente ao processo de instalação, no Concelho, da Central de Ciclo Combinado da Galp Power, cuja localização , contestada pela autarquia, poderá sofrer alterações.

Negócios com Lusa 05 de Janeiro de 2007 às 21:02
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O presidente do Município de Sines, Manuel Coelho, mostrou-se hoje "mais tranquilo" relativamente ao processo de instalação, no Concelho, da Central de Ciclo Combinado da Galp Power, cuja localização , contestada pela autarquia, poderá sofrer alterações.

"Sinto-me mais tranquilo e espero que haja bom-senso e sensibilidade por parte da Galp para que tenha em conta as posições da autarquia e cheguemos a u m entendimento para a instalação desta unidade em terrenos alternativos à localização estudada", disse.

O presidente da Câmara Municipal de Sines falava à agência Lusa após as reuniões mantidas, hoje à tarde, em Lisboa, primeiro com o presidente da Agência Portuguesa para o Investimento (API), Basílio Horta, e depois com o ministro d o Ambiente, Francisco Nunes Correia.

O assunto em discussão foi o processo referente à instalação em Sines d e uma Central de Ciclo Combinado da responsabilidade da Galp Power, cuja localização analisada no Estudo de Impacto Ambiental (EIA) tem sido contestada pela autarquia.

O Município de Sines, durante o EIA, que já finalizou o período de discussão pública, opôs-se à única localização proposta, em terrenos junto à zona portuária, perto do Terminal de Gás Natural Liquefeito (GNL), aos quais o Governo  atribuiu estatuto de utilidade pública.

Ameaçando mesmo recorrer a tribunal, intenção que ainda não concretizou , a autarquia sustenta que a construção da unidade naqueles terrenos "viola o Plano Director Municipal (PDM), prejudica a imagem de Sines e gera um sentimento d e intranquilidade para a população, por estar próximo da área urbana".

Nas reuniões mantidas hoje, que terminaram já depois das 19h, o autarca insistiu que "existem terrenos alternativos onde a fábrica pode ser construída", na área industrial, argumento que a API admitiu ser válido, prometendo analisar a hipótese, em conjunto com a Galp.

"A API entendeu a nossa situação e disse-nos claramente que tem disponíveis lotes, junto à Central Termoeléctrica de Sines da EDP (junto a S. Torpes),  para onde esteve prevista a localização de outras duas centrais do mesmo género, que poderão ser disponibilizados à Galp, caso a empresa concorde", relatou.

Manuel Coelho recordou à Lusa que o processo da nova central ainda não  está "encerrado" no que respeita à localização, até porque, há algum tempo, também reuniu com o presidente da Galp Energia, Ferreira de Oliveira, que lhe terá garantido não pretender "qualquer conflito" com o Município. 

Quanto ao encontro de hoje com o ministro do Ambiente, no qual participaram também os secretários de Estado do Ambiente e do Ordenamento do Território, o autarca assegurou ter sido uma reunião "muito profícua", em que Nunes Correia "ouviu as preocupações apresentadas e tomou boa nota delas".

"Não saíram quaisquer promessas da reunião mas o ministro ficou de toma r uma decisão em breve. Espero agora que estas diligências dêem os devidos fruto s porque estamos a invocar os nossos direitos e a defender os interesses da população", afirmou.

O autarca garantiu à Lusa que continua a equacionar a possibilidade do  Município contestar este processo em tribunal, caso a localização não seja alterada.

"Vamos até às últimas consequências mas, agora, vamos esperar para conhecer as posições da Galp e do ministro", acrescentou.

Além do Município, também a associação ambientalista Quercus contestou  o facto do EIA apenas ter estudado uma localização para a Central de Ciclo Combinado, ameaçando apresentar uma denúncia na Comissão Europeia.

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