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Presidente do Deutsche Bank ilibado no julgamento do caso Mannesmann

Josef Ackerman, presidente do Deutsche Bank, foi hoje ilibado das acusações de que era alvo, de ter desperdiçado dinheiro da Mannesmann para pagar bónus a administradores, quando era um Executivo da operadora alemã quando a Vodafone lançou uma OPA sobre a

Nuno Carregueiro nc@negocios.pt 22 de Julho de 2004 às 10:00
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Josef Ackerman, presidente do Deutsche Bank, foi hoje ilibado das acusações de que era alvo, de ter desperdiçado dinheiro da Mannesmann para pagar bónus indevidos a administradores, quando era um Executivo da operadora alemã quando a Vodafone lançou uma OPA sobre a empresa.

Um tribunal alemão considerou que Ackerman não ultrapassou os seus poderes quando aprovou, enquanto administrador da Mannesmann, um plano de bónus e pensões de reforma para executivos da empresa, enquanto decorria a oferta pública de aquisição de 154 milhões de euros lançada pela britânica Vodafone.

«Nos somos apenas um tribunal comercial», justificou a juíza do Tribunal de Dusseldorf, num julgamento em muitas pessoas consideravam poder ser um marco na história empresarial do país, ao condenar administradores por definirem bónus muito elevados. «Não tomamos decisões éticas ou morais e não julgamos a cultura empresarial da Alemanha», afirmou a mesma fonte, citada pela Bloomberg.

No caso da Mannesmann a compensação definida para os administradores, segundo a acusação, ascendeu a 57 milhões de euros, mas os administradores que aprovaram o plano defendem que aumentaram o valor da empresa em 50 mil milhões de euros, ao aceitarem a OPA da Vodafone, que agitou o sector das telecomunicações no ano 2000.

Este julgamento foi já considerado o maior da história empresarial da Alemanha, por combinar escândalos de pagamentos elevados a executivos e o falhanço na defesa de uma OPA que originou o fim de uma empresa com 110 anos. O envolvimento do presidente do agora maior banco do país, bem como do ex-presidente do maior sindicato europeu, também explicam o interesse no caso.

Mas foi Ackerman, com nacionalidade suíça, o centro de toda a história, sobretudo depois de ter saído da primeira audiência em tribunal com um símbolo de vitória e ter acusado a Alemanha de «ser o único país onde as pessoas que criam valor com sucesso vão parar a tribunal».

Apesar de não haver acusações, acredita-se que este caso mudou as regras de corporate governance na Alemanha, com as empresas a definirem regras mais apertadas na aprovação dos salários e bónus de administradores.

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