Outros sites Cofina
Notícias em Destaque
Notícia

Priberam quer cativar mercado de 500 milhões de falantes

Depois do Brasil, empresa portuguesa que desenvolveu o corrector ortográfico Flip avança com parceria em Espanha

Priberam quer cativar mercado de 500 milhões de falantes
Ana Torres Pereira atp@negocios.pt 15 de Novembro de 2011 às 10:02
  • Assine já 1€/1 mês
  • ...
Carlos Amaral | Administrador do Grupo Priberam admitiu que a parceria no Brasil deveria ser feito doutra forma.


Um mercado de 10 milhões de portugueses é pequeno para a ambição da Priberam. A empresa nacional que desenvolveu o corrector ortográfico Flip quer cativar um mercado de 500 milhões de falantes (portugueses e espanhóis) e está a dar mais um passo nesse sentido. Depois do Brasil, a tecnológica vai celebrar uma parceria para entrar no mercado espanhol e ter acesso a um universo hispânico com elevado potencial.

Para a Priberam, entrar sozinha em Espanha estava a ser um processo quase hercúleo. Carlos Amaral, administrador da empresa, explica que após algum tempo percebeu que o caminho da internacionalização tinha que se dar através de parcerias. "Há vários anos que começámos a trabalhar no espanhol devido à proximidade linguística e dos mercados, mas temos tido algumas dificuldades", recorda o responsável, em entrevista ao Negócios.

A aproximação à espanhola Imaxin foi quase natural. Ambas parceiras da Microsoft, as duas empresas já tinham algum contacto. "E percebemos que estávamos a olhar para os mesmos mercados - eles querem entrar em Portugal e no Brasil, através da tradução automática, e nós queríamos entrar em Espanha e na América Latina", acrescentou o administrador. E, apesar da concorrência nalgumas áreas, as duas empresas são essencialmente complementares, assegura.

A Priberam tem agendada a assinatura do acordo com a Imaxin para amanhã e já tem as portas abertas de um potencial cliente. "Há dois anos que estávamos a tentar, e agora já temos abertura para ter um primeiro cliente", contou Carlos Amaral. O responsável sublinhou a importância de ter uma primeira referência em Espanha, para abrir as primeiras portas.

Alargar o mercado no Brasil
A Priberam já está no mercado brasileiro. No entanto, a empresa quer alargar a actuação no segmento empresarial. "Quando fizemos a parceria no Brasil (com a Positivo) falhou-nos duas coisas: eles têm pouca presença no mercado empresarial e no mercado do Estado", explicou Carlos Amaral. A entrada no grupo Folha foi feito através de Portugal. Isso levou a Priberam a procurar mais um parceiro naquele mercado que consiga ser mais abrangente.

Outra das apostas da Priberam neste mercado é desenvolver produtos para o "software" livre que está proliferado no Brasil. Para acelerar a penetração neste segmento, a tecnológica vai lançar um Flip mais simples para estes sistemas operativos, com um valor mais baixo para entrar num mercado de sistemas gratuitos.

No final deste ano, a Priberam quer exportar 25% do seu negócio.






Perguntas a...


Carlos Amaral
Administrador da Priberam
"A possibilidade de uma 'joint venture' foi abordada muito ao de leve"


Que tipo de acordo vão ter em Espanha com a Imaxin?
Estamos ainda a limar essas arestas, para já será um acordo comercial, em que eles vão vender os nossos produtos em Espanha e nós venderemos a tecnologia deles aqui.

A Imaxin já tem presença na América Latina?

Eles têm uma pequena posição, mas também partilham a nossa opinião, de que é importante primeiro estar no Brasil.

Este é um passo para ter uma empresa Ibérica?

Não sei se será tanto, mas se acontecer não vejo mal. Isso foi abordado muito ao de leve, ainda é prematuro, primeiro queremos ver como corre a nível comercial.
Além desta componente comercial queremos apostar em projectos de investigação em conjunto.

Qual é o investimento desta entrada em Espanha?

O principal investimento já foi feito nos últimos anos, com o desenvolvimento das ferramentas em castelhano. O investimento comercial é muito menor, alguns milhares de euros.

Qual é o objectivo para um primeiro ano de acordo?

Este ano dificilmente fecharemos algum acordo. Num primeiro ano, temos o objectivo de ter três ou quatro clientes - isso seria importante.

Este negócio está a ressentir-se com a crise?

Os media estão a ter problemas e não é específico daqui ou de Espanha, é por causa da Internet e dos conteúdos pagos. Mas o que estamos a propor são tecnologias que potenciam o aumento dos visitantes e das "page views".





Ideias-chave

Empresa que quer levar portugueses, brasileiros e espanhóis a não cometer erros de ortografia

1. Motor de Pesquisa
A Priberam tem investido muito no desenvolvimento de motores de pesquisa. Alguns dos principais clientes da empresa de "software" são os diferentes grupos de media em Portugal. No Brasil já garantiu presença no grupo Folha.

2. Corrector ortográfico
O corrector ortográfico Flip é uma das grandes apostas da empresa. O novo acordo ortográfico veio potenciar o negócio à Priberam, uma vez que muitas das empresas começam agora a precisar de auxílio com a nova grafia.

3. Internacionalização
A empresa começou pelo Brasil e agora entra no mercado espanhol. O objectivo é expandir para toda América Latina e no total abranger um conjunto de 500 milhões de falantes.

4. Novas plataformas
Depois do computador, a Priberam está também a desenvolver "software" para os diferentes dispositivos móveis, como são os casos do "smartphone" e "tablet" PC.
Ver comentários
Mais lidas
Outras Notícias