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Produtos contrafeitos representam 2,5% das importações globais

Um estudo da OCDE mostra que a China lidera a lista de países responsáveis pelo fabrico de produtos contrafeitos, enquanto os Estados Unidos, Itália e França são as economias mais penalizadas por esta actividade.

Rita Faria afaria@negocios.pt 18 de Abril de 2016 às 13:08
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Os produtos contrafeitos e pirateados representam cerca de 2,5% das importações globais, segundo um estudo da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) publicado esta segunda-feira, 18 de Abril. As marcas norte-americanas, italianas e francesas são as mais afectadas e a maior parte dos proveitos vai para o crime organizado, segundo aquela organização.

 

O estudo "Comércio de bens contrafeitos e pirateados: mapeando o impacto económico" avalia as mercadorias de contrafacção importadas em todo o mundo em 461 mil milhões de dólares (408 mil milhões de euros), em 2013, o que compara com o total das importações no comércio mundial de 17,9 biliões de dólares.

 

Até 5% dos bens importados para a União Europeia são falsos. A China lidera a lista dos países responsáveis pelos bens contrafeitos, ainda que os direitos de propriedade intelectual de empresas chinesas também tenham sido frequentemente violados. A seguir à China surge a Turquia, Singapura e Tailândia.

 

O relatório da OCDE, que analisa quase meio milhão de apreensões aduaneiras em todo o mundo, entre 2011 e 2013, aponta para um crescimento dos bens contrafeitos face aos números de 2008. Embora nesse ano os dados e a metodologia tenham sido mais limitados, a OCDE estimava que este tipo de produtos representava 1,9% das importações globais, abaixo dos 2,5% do mais recente relatório.

 

"Os resultados deste novo estudo contradizem a imagem de que os falsificadores só prejudicam as grandes empresas e as fabricantes de bens de luxo. Eles aproveitam-se da nossa confiança nas marcas e dos nomes das marcas para minar as economias e colocar vidas em perigo", referiu Doug Frantz, secretário-geral adjunto da OCDE, no lançamento do estudo.

 

Segundo a análise da OCDE, os produtos falsificados cobrem todo o tipo de mercadorias, desde malas, ténis e perfumes a peças de máquinas e produtos químicos. O calçado é o item mais copiado.

 

A contrafacção também produz imitações que põem muitas vidas em perigo – pelas de automóveis que falham, produtos farmacêuticos que provocam problemas de saúde, brinquedos que prejudicam crianças e instrumentos médicos que dão leituras incorrectas. 

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