Desporto Proença: Patrocínio dos chineses à II Liga é um "modelo de sucesso"

Proença: Patrocínio dos chineses à II Liga é um "modelo de sucesso"

O presidente da Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP), Pedro Proença, classificou hoje, em Xangai, China, o patrocínio da II Liga, agora designada Ledman LigaPro, pela multinacional chinesa Ledman, como um "modelo de sucesso".
Proença: Patrocínio dos chineses à II Liga é um "modelo de sucesso"
Amândia Queirós
Lusa 02 de junho de 2016 às 09:22

 

 

"Houvesse mais negócios como este", disse à agência Lusa o dirigente, considerando que, "neste momento, é [na China] que existe negócio, indústria e grandes investimentos".

 

Para Pedro Proença, "o mercado europeu, nomeadamente o português, está esgotado, está no limite", pelo que "é preciso encontrar acordos e parceiros em mercados alternativos".

 

O acordo assinado em Fevereiro passado é válido por três temporadas e meia, mas Pedro Proença garante que "a perspectiva é trabalhar a mais longo prazo".

 

"Agora que entramos no mercado chinês e asiático, a ideia é não só trabalhar este contrato, mas também todos os outros que possam advir desta boa relação com a China que conseguimos através da Ledman", disse.

 

Com sede em Shenzhen, uma das mais prósperas cidades chinesas, situada junto a Hong Kong, a Ledman é especializada no fabrico de painéis publicitários de alta resolução, utilizados sobretudo em estádios de futebol.

 

Pedro Proença admitiu que a injecção de capital chinês ajudou a resolver a questão da sustentabilidade na II Liga, mas ressalvou que 80% dos patrocínios da competição continuam a ser oriundos de outras empresas.

 

Quanto à possibilidade dos dez melhores clubes da II Liga passarem a receber todos os anos um jogador chinês, como avançou então o presidente da Ledman, o dirigente afirmou estar "totalmente ultrapassada".

 

Pedro Proença falava à margem da sua intervenção no congresso World Soccer, que se realiza esta semana na 'capital' económica da China, e onde é um dos 55 oradores.

 

No ano passado, o Governo chinês anunciou um "plano de reforma do futebol", que estabelece como meta colocar a selecção chinesa entre "as melhores equipas do mundo até 2050".

 

Pedro Proença considera que a ambição das autoridades compele também a sociedade e as empresas do país.

 

"São muito focados nos seus objectivos", realçou.

 




Saber mais e Alertas
pub

Marketing Automation certified by E-GOI