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Projecto da Cimpor no estuário do Tejo aumentará as exportações

O presidente executivo da Cimpor, detida pela brasileira InterCement, disse que o projecto de melhoria da navegabilidade do estuário do Tejo, em Alhandra, vai permitir aumentar as exportações da cimenteira, a capacidade e tonelagem dos navios e reduzir custos.

Bruno Simão/Negócios
Lusa 17 de Junho de 2014 às 07:26
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Ricardo Lima falava depois de uma reunião com o ministro da Economia, António Pires de Lima, que está no Brasil numa missão de três dias, sendo acompanhado pelo secretário de Estado adjunto e da Economia, Leonardo Mathias, e pelo presidente da AICEP, Miguel Frasquilho.

 

O projecto está inscrito no Plano Estratégico dos Transportes e Infra-estruturas do Governo português e representa um investimento de 40 milhões de euros, mas necessita ainda de encontrar fontes de financiamento.

 

Prevê a melhoria das condições de navegabilidade do rio Tejo, a ampliação do canal navegável (Cala das Barcas, com extensão 19,4 quilómetros), o reforço estrutural do cais, a eliminação dos actuais transbordos no Mar da Palha a partir de barcaças e o aumento da tonelagem dos navios que podem aceder ao Cais de Alhandra.

 

"Hoje temos de carregar barcaças, essas barcaças vão ao Mar da Palha e aí é feito um transbordo para que esse cimento vá para o seu destino final, que são países da costa ocidental de África. Havendo essa dragagem do rio tejo, aumentamos o calado (profundidade) e é possível chegarmos ali com embarcações de maior capacidade", explicou Ricardo Lima, em declarações à Lusa.

 

De acordo com Ricardo Lima, também vice-presidente da InterCement, o projecto vai permitir uma redução de custos e um aumento da capacidade, uma vez que são eliminadas algumas restrições logísticas, e desta forma abre caminho ao aumento das exportações da Cimpor.

 

Dois anos depois da aquisição da Cimpor, Ricardo Lima diz que "há mercado" e revela que o volume de exportação a partir de Portugal "mais do que duplicou", estando as fábricas "quase a atingir o seu limite de capacidade".

 

Ainda na fase inicial, o projecto foi incluído na lista de prioridades, mas quanto a prazos, o responsável da Cimpor não se compromete, até por ainda é necessário encontrar fontes de financiamento, mas adianta que "tecnicamente é de rápida execução".

 

"Acredito que podemos tentar ter alguma coisa no prazo de dois anos para ter já algo a funcionar", disse.

 

Ricardo Lima fez ainda questão de sublinhar que a InterCement "desenvolveu um programa de exportações de muito êxito, através da Cimpor", nomeadamente para países africanos, "e levou os activos de Portugal da Cimpor à quase plena capacidade".

 

"Não foram fechadas fábricas, pelo contrário, estas receberam alguns investimentos para viabilizar essas exportações", disse.

 

E, apesar de o mercado interno português ter sofrido alguma retracção, começando-se agora a sentir uma recuperação, Ricardo Lima disse que a Cimpor, com a sua nova gestão, "não se conformou" e foi buscar novos mercados.

 

"Encontrou esses mercados em África com muito êxito. A exportação faz realmente parte da nossa estratégia. Temos uma área de 'trading' muito desenvolvida com base 100% em Portugal. Estamos a tirar um bom proveito da relação de Portugal com África", disse.

 

A InterCement, empresa brasileira de capital privado controlada pela Camargo Corrêa, adquiriu a Cimpor em 2012, assumindo o controlo da cimenteira portuguesa. 

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