Outros sites Cofina
Notícias em Destaque
Notícia

Projecto de Alta Velocidade deverá gerar 5 mil milhões de riqueza entre 2014 e 2023

O projecto ferroviário de Alta Velocidade irá gerar riqueza acrescida (impacto no VAB – Valor Acrescentado Bruto) no valor de 5,004 mil milhões de euros, a valores de 2005, no conjunto da economia nacional, durante os 10 anos a partir do arranque da opera

Nuno Miguel Silva nmsilva@mediafin.pt 13 de Dezembro de 2005 às 16:54
  • Assine já 1€/1 mês
  • ...

O projecto ferroviário de Alta Velocidade irá gerar riqueza acrescida (impacto no VAB – Valor Acrescentado Bruto) no valor de 5,004 mil milhões de euros, a valores de 2005, no conjunto da economia nacional, durante os 10 anos a partir do arranque da operação, relativos às linhas Lisboa/ Porto e Lisboa/Madrid (até à fronteira), ou seja, entre 2014 e 2023.

A conclusão foi hoje anunciada por João Confraria, um dos responsáveis pelo estudo realizado pela Universidade Católica sobre os «impactos económicos na fase de construção» do projecto ferroviário de Alta Velocidade, durante a sessão de apresentação que está hoje a decorrer na FIL, em Lisboa.

Deste valor de riqueza acrescida para a economia nacional, o sector que deverá sair mais beneficiado é o da construção civil, com um total de 1,881 mil milhões de euros de impacto no respectivo VAB no período em causa.

Ambas as projecções são a preços de 2005 e incorporam uma taxa de actualização anual de 5%.

Segundo João Confraria, as estimativas da Universidade Católica apontam também para um impacto directo no PIB adicional de 5,923 milhões de euros, durante os referidos 10 anos.

Estas estimativas não se estendem para os 20 ou 30 anos seguintes de exploração do sistema de Alta Velocidade, durante os quais os ganhos de eficiência deverão ser superiores, além de não contabilizarem o efeito, considerado significativo, do tráfego induzido.

Nestas projecções sobre o impacto no PIB, que João Confraria considera «estarem feitas claramente por baixo, a maior parte deriva da cobrança adicional de impostos indirectos, nomeadamente IVA, com uma fatia 1,045 mil milhões de euros.

Os impostos directos adicionais gerados pela Alta Velocidade deverão ascender a 497 milhões de euros, durante o período referido.

Além da indústria da construção civil, os outros sectores de actividade que mais poderão ganhar com a construção deste projecto, são a prestação de serviços a empresas, serviços imobiliários, serviços financeiros, indústria de minerais não metálicos (com destaque para o sector cimenteiro) e a área de produção de máquinas e equipamentos.

Outras Notícias