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Proposta da Camargo prevê 350 milhões em dividendos para accionistas

A proposta apresentada hoje pela Camargo, alternativa à OPA da CSN, prevê que os accionistas da Cimpor recebam um dividendo extraordinário no valor global de 350 milhões de euros. Ou seja, 0,52 euros por cada acção, que será pago pela companhia brasileira.

Paulo Moutinho 13 de Janeiro de 2010 às 14:32
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A proposta apresentada hoje pela Camargo, alternativa à OPA da CSN, prevê que os accionistas da Cimpor recebam um dividendo extraordinário no valor global de 350 milhões de euros. Ou seja, 0,52 euros por cada acção, que será pago pela companhia brasileira.

No comunicado enviado à CMVM, a Camargo Corrêa revela que um dos pontos da proposta de fusão prevê a “distribuição aos demais accionistas da Cimpor (excluindo o Grupo Camargo Corrêa), de um dividendo extraordinário”.

O dividendo extraordinário terá um “valor global de até 350 milhões euros, através de uma capitalização da Camargo Corrêa Cimentos para o efeito levada a cabo pelo Grupo Camargo Corrêa”.

Assim, a cada accionista sera atribuído um valor de 0,52 euros por acção, caso a proposta seja bem sucedida e considerando o actual número de acções da Cimpor. Considerando a estrutura accionista da Cimpor, a Teixeira Duarte receberia a maior “fatia” desta remuneração extraordinária.

A construtora receberia pouco mais de 80 milhões de euros, com os 22,9% que tem da Cimpor, seguindo-se a Lafarge, que receberia 60,5 milhões, e Manuel Fino, que poderia encaixar 37,45 milhões. A CGD, que tem a restante posição de Fino, pode receber 33,6 milhões.

Entre os accionistas da Cimpor, a Lafarge é aquele a quem poderá interessar mais esta oferta. Recorde-se que o interesse da CSN na Cimpor surgiu depois de esta ter recebido uma proposta para comprar os 17% da Lafarge, o que sinaliza que a empresa francesa está interessada numa operação que envolva um encaixe financeiro.
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