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PSI-20 regista pior semestre desde 2008

A bolsa nacional registou o pior semestre desde 2008 ao cair 16,52% entre Janeiro e Junho. Onze títulos do PSI-20 perderam mais de 20% neste período e apenas quatro empresas escaparam às quedas semestrais. Na Europa, o Ibex caiu mais de 22% e registou o pior primeiro semestre da sua história e a bolsa grega foi a que mais desvalorizou ao perder 40%.

Ana Luísa Marques anamarques@negocios.pt 30 de Junho de 2010 às 18:28
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A bolsa nacional registou o pior semestre desde 2008 ao cair 16,52% entre Janeiro e Junho. Onze títulos do PSI-20 perderam mais de 20% neste período e apenas quatro empresas escaparam às quedas semestrais. Na Europa, o Ibex caiu mais de 22% e registou o pior primeiro semestre da sua história e a bolsa grega foi a que mais desvalorizou ao perder 40%.

À excepção do DAX, que registou uma ligeira valorização semestral de 0,136%, nenhuma bolsa europeia fechou o semestre em alta. A crise da dívida pública na Zona Europa, os cortes realizados aos "ratings" da dívida de alguns países da região e as duras medidas de austeridade apresentadas por alguns governos penalizaram os mercados bolsistas e a confiança dos investidores.

Entre os mercados que mais caíram no semestre estiveram precisamente os de Portugal, Espanha e Grécia, três dos países europeus mais afectados pela crise orçamental. A bolsa grega perdeu 40%, enquanto o Ibex recuou 22,4%, com nove títulos a perderem mais de 30%.

Penalizado, principalmente, pelos títulos da banca e das construtoras (as acções da Sacyr Vallehermoso foram as que mais caíram ao desvalorizarem 48,71%), o índice espanhol registou o pior primeiro semestre de sempre.

Na bolsa nacional, o PSI-20 registou o pior semestre desde o segundo semestre de 2008, altura em que perdeu 28,78%, e o pior primeiro semestre desde o primeiro semestre do mesmo ano, em que caiu 31,61%.

Poucas acções do PSI-20 fecharam a semestre em alta. Foi o caso da Jerónimo Martins (7,95%), da Portucel (7,07%), da Galp Energia (1,82%) e da Altri (1,78%).

Todos os outros títulos fecharam o semestre no vermelho e 11 perderam mais de 20%. A maior queda foi registada pela construtora Mota-Engil, com uma desvalorização de 45,66%, logo seguida pela Brisa, que recuou 30,71%.

O sector da construção foi penalizado pelo adiamento de diversas obras públicas (entre elas, por exemplo, a terceira travessia do Tejo), na sequência das medidas de austeridade apresentadas pelo Governo. Mais recentemente, a Brisa foi penalizada pelo adiamento, em mais um mês, da introdução de portagens nas SCUT.

Outro dos sectores mais penalizado durante o primeiro semestre, devido à crise da dívida europeia e consequente dificuldade em obter empréstimos no estrangeiro, foi a banca. O Banco Espírito Santo perdeu 28,88%, o Banco Comercial Português recuou 26,63% e o BPI caiu 27,78%.

Nas telecomunicações, a Portugal Telecom caiu 3,99% para fechar o semestre a valer 8,18 euros. Apesar da queda, esta foi a menor queda entre os títulos do PSI-20.

A operadora beneficiou com a oferta da Telefónica sobre a Vivo. Desde que a Telefónica avançou com a proposta original de 5,7 mil milhões de euros, numa carta de 6 de Maio, as acções da PT subiram 25,3%, até aos 8,85 euros a que negoceiam no início da sessão de hoje (antes de serem suspensas). A cotação máxima neste período foi de 9,12 euros, valor alcançado a 2 de Junho.

Ainda neste sector, a Zon Multimédia caiu 26,65% e a Sonaecom recuou 28,52%.

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