Outros sites Cofina
Notícias em Destaque
Notícia

PT acusa Autoridade da Concorrência de “filosofia obscena”

A Portugal Telecom qualifica de "obscena" a filosofia da Autoridade da Concorrência (AdC) "na perspectiva do Direito da Concorrência", acusando o regulador de aproveitar a oportunidade de separação de redes para considerar "tolerável a criação de uma posi

Negócios negocios@negocios.pt 21 de Dezembro de 2006 às 06:30
  • Partilhar artigo
  • ...

A Portugal Telecom qualifica de "obscena" a filosofia da Autoridade da Concorrência (AdC) "na perspectiva do Direito da Concorrência", acusando o regulador de aproveitar a oportunidade de separação de redes para considerar "tolerável a criação de uma posição dominante no mercado móvel", não fazendo "o que manda a lei, ou seja, proibir uma concentração de que resulta a criação de uma posição dominante no mercado móvel".

Estas frases são retiradas do relatório entregue ontem ao fim da tarde pela PT à AdC, naquele que será o último documento enviado ao regulador nesta OPA, em reacção ao último projecto de decisão sobre a OPA lançada pela Sonaecom. A decisão final deverá ser anunciada esta sexta-feira, tendo o próprio presidente da PT, Henrique Granadeiro, já admitido que não espera alterações substanciais: a AdC aprovará a OPA com remédios, que incluem a venda de uma rede fixa (cobre ou cabo) mas autoriza a polémica fusão entre a TMN e a Optimus, ainda que com a criação de meios para um alegado surgimento de mais operadores.

No documento de 34 páginas, a PT radicaliza o discurso contra a AdC, acusando-a de parcialidade a favor da Sonaecom. A empresa afirma que os compromissos previstos para a rede fixa, fusão TMN/Optimus e aos conteúdos "estão desenhados à medida dos interesses" da Sonaecom e"permitem-lhe a exploração quase monopolista dos mercados de voz fixa e móvel".

Ver comentários
Outras Notícias