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PT é a sexta operadora europeia melhor colocada no «ranking» da JP Morgan

A Portugal Telecom (PT), no seio das 18 operadoras de telecomunicações analisadas pela JP Morgan, é a sexta preferida, recebendo uma recomendação de «overweight» e um novo preço alvo de 8,50 euros. A casa estima que grande parte do programa de repatriamen

Pedro Carvalho pc@mediafin.pt 18 de Dezembro de 2003 às 12:44
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A Portugal Telecom (PT), no seio das 18 operadoras de telecomunicações analisadas pela JP Morgan, é a sexta preferida, recebendo uma recomendação de «overweight» e um novo preço alvo de 8,50 euros. A casa estima que grande parte do programa de repatriamento de capital (dividendos e recompra de acções) seja executado no segundo trimestre de 2004.

A JP Morgan, num estudo de hoje sobre o sector das telecomunicações na Europa, diz que mantém uma recomendação de «neutral» para o sector como um todo, tendo melhorado a recomendação para as operadoras móveis de «underweight» para «overweight», enquanto o segmento das incumbentes foi baixado de «neutral» para «underweight».

Numa análise às 18 maiores operadoras de telecomunicações na Europa, os analistas Chris Wood e Warwick Bray têm uma recomendação de «overweight», que indicia compra, para seis operadoras: a Vodafone, a Deutsche Telekom, a Bouygues, a TIM, a Telekom Austria e a Portugal Telecom (PT) [PTC].

A casa de investimento melhorou igualmente o preço alvo para a operadora de telecomunicações liderada por Miguel Horta e Costa, passando dos 8,00 euros para os actuais 8,50 euros, um preço que incorpora um potencial de valorização de 4%.

A recomendação para a Vodafone, dona da Vodafone Telecel, foi aumentada de «neutral» para «overweight». A Telecom Itália, a Telefónica, a France Télécom, a OTE, a Telenor e a Telia Sonera situam-se no final da lista de preferências da JP Morgan, todas com uma recomendação de «underweight».

Repatriamento de dinheiro aos accionistas no segundo trimestre

De acordo com a JP Morgan, os programas de repatriamento de capital aos accionistas, sob a forma de dividendos de recompra de acções próprias, vão ser mais evidentes a partir do segundo trimestre de 2004.

Nos primeiros três meses do próximo ano, as 18 operadoras de telecomunicações devem «transferir» para o accionistas um total de 1,055 mil milhões de euros. No segundo trimestre de 2004, a JP Morgan estima que este valor ascenda para 6,6 mil milhões de euros, 90% acima do verificado para o período homólogo do corrente ano.

Ao longo de 2004, o valor total de dividendos e de recompra de acções próprias, deverá ascender a 15,9 mil milhões de euros. Estas projecções são corrigidas pelo factor de «free float» de forma a deixar de lado o dinheiro que vai para cofres dos governos e para as empresas com participações estratégicas relevantes nas operadoras.

A PT tem actualmente dispersas em bolsa cerca de 1,25 mil milhões de acções e comprometeu-se a comprar, até ao final de 2004, cerca de 10% do seu capital, ou seja, 125 milhões de acções. A cotação de fecho de ontem indicia um investimento de 962 milhões de euros.

Em Setembro, a PT disse também que iria pagar aos accionistas um dividendo no valor unitário de 0,22 euros (dizem respeito ao exercício de 2003 e serão pagos no próximo ano), o que implica uma saída de dinheiro em redor dos 276 milhões de euros. A saída de dinheiro total, à cotação de fecho, representa 1,237 mil milhões de euros, um valor próximo dos 1,226 mil milhões de euros projectados pela JP Morgan.

Na última comunicação sobre a recompra de acções próprias feita à CMVM, de 18 de Novembro, a PT anunciou que detinha 18,3 milhões de acções, ou seja, 1,46% do seu capital social.

As acções da PT seguiam em subida de 0,26% para 7,70 euros.

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