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PT lucra 321,4 milhões de euros até Setembro; melhor que o esperado (act2)

A Portugal Telecom registou lucros de 321,4 milhões de euros entre Janeiro e Setembro deste ano, em linha com o registado no mesmo período do ano passado, quando os analistas previam uma queda.

Negócios negocios@negocios.pt 30 de Outubro de 2002 às 09:46
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(actualiza com mais rubricas e informação)

A Portugal Telecom registou lucros de 321,4 milhões de euros entre Janeiro e Setembro deste ano, em linha com o registado no mesmo período do ano passado, quando os analistas previam uma queda.

Nos primeiros nove meses de 2001 a PT [PTC] tinha obtido lucros consolidados de 321,6 milhões de euros e os analistas consultados pela «Bloomberg» aguardavam uma queda de 6% para 301 milhões de euros nos lucros dos primeiros 9 meses deste ano.

«Não considerando os resultados extraordinários e eventos não recorrentes, o resultado consolidado líquido teria registado um acréscimo de 23,1%», refere um comunicado da empresa liderada por Horta e Costa.

As receitas consolidadas de exploração diminuíram 0,8% para 4,214 mil milhões de euros. « Esta evolução foi obtida apesar de uma redução a 9,0% das receitas consolidadas da PT Comunicações, parcialmente devida à alteração do regime de propriedade do tráfego de acesso à Internet, e da desvalorização do real em 17,9% nos primeiros nove meses de 2002 face a igual período do ano anterior», refere um comunicado da PT, que afirma que sem o efeito do real as receitas teriam crescido 4,3%.

O EBITDA, ou «cash flow» operacional, registou um acréscimo de 6,1% para 1,694 mil milhões de euros, equivalente a uma margem EBITDA de 40,2%, representando uma melhoria de 2,6 pontos percentuais face a igual período do ano anterior.

PT corta custos e reduz investimentos; dívida cai

Nos primeiros nove meses deste ano a Portugal Telecom efectuou cortes nos custos operacionais e financeiros e reduziu o seu plano de investimentos.

Os investimentos totalizaram 709,1 milhões de euros, menos 75,7% que no período homólogo. Os investimentos financeiros desceram 90,9% para 191,5 milhões de euros e o «capex» totalizou 517,6 milhões de euros, menos 36,4 milhões de euros que no ano passado.

Os custos operacionais caíram 4,9% para 3,249 mil milhões de euros e na parte financeira a PT também reduziu os custos, em 42,5% para 283 milhões de euros.

«Os outros custos gerais e administrativos registaram um decréscimo de 33 milhões de euros ou 4,5%, para 687 milhões de euros, reflectindo a política de redução de custos posta em prática em todo o Grupo PT», refere a empresa.

Os custos de marketing e publicidade ascenderam a 79 milhões de euros, face a 103 milhões de euros nos primeiros nove meses de 2001, equivalente a uma diminuição de 23,2%.

A dívida líquida diminuiu 1,146 mil milhões de euros face ao final de 2001, ascendendo a 4,31 mil milhões de euros. Considerando os 200 milhões de euros recebidos da Telefónica para a «joint venture» do Brasil, a dívida da PT cai para 4,11 mil milhões de euros.

TMN com 135 mil novos clientes no terceiro trimestre; aumenta ARPU

No total a PT detinha 17,944 milhões de clientes no final de Setembro, mais 13,4% que no mesmo período de 2002.

Deste total 4,374 milhões de clientes eram de telefonia fixa e 11,291 milhões de telecomunicações móveis, onde a base de clientes cresceu 18,3%.

A TMN, operadora móvel do Grupo, tinha em fim de Setembro 4,205 milhões de clientes, sendo 300 mil novas adesões este ano e 135 mil no terceiro trimestre.

«Mais de 22% dos novos clientes correspondem a clientes com assinatura, representando uma melhoria de 2 pontos percentuais em relação ao mesmo período de 2001», refere a PT.

O ARPU, ou receita média mensal por cliente, da TMN no terceiro trimestre foi de 28,1 euros, face a 26,9 euros no segundo trimestre e 27,1 euros no primeiro trimestre, «essencialmente devido ao acréscimo no número de clientes e ao aumento da utilização, apesar da descida dos preços de interligação».

EBITDA cai na PTC e PT Prime; sobe na TMN Telesp e PTM

Nas várias áreas de negócio onde a PT está presente, a empresa conseguiu elevar o EBITDA nas telecomunicações móveis e na PT Multimédia, sofrendo uma redução no negócio fixo e na PT Prime.

A PT Comunicações, empresa para as telecomunicações fixas do grupo, consegue o maior EBITDA, de 728,7 milhões de euros, representando 43% do total do grupo, mas a margem EBITDA desceu para 42,1%.

O EBITDA da PT Prime desceu 1,3%, o da TMN aumentou 16,9%, o da Telesp Celular cresceu 19,2% e o da PTM [PTM] subiu 80,6%.

O EBITDA da PT Comunicações desceu 8,5% para 728,7 milhões de euros e o «cash-flow» operacional da TMN cresceu 16,9% até aos 454,3 milhões de euros.

As margens de EBITDA, que analisam a melhoria da rentabilidade dos negócios, caíram 1,1 pontos na PTC e 2,3 pontos percentuais na PT Prime.

Na TMN as margens aumentaram 3 pontos, subiram 8,5 pontos percentuais na Telesp e subiram 4,1 pontos na PTM.

Lucros da TMN aumentam 40%

As receitas da PT comunicações desceram 9% para 1,51 mil milhões de euros e as vendas da TMN aumentaram 10,8% para 934,9 milhões de euros.

O resultado líquido da TMN aumentou 40,3% para 215,5 milhões de euros, e os lucros da PTC caíram 12% para 271 milhões de euros.

A PT Prime teve prejuízos de 41,5 milhões de euros, cerca de 9 vezes mais que no período homólogo.

Ao nível de resultados líquidos a Telesp Celular e a PTM também tiveram prejuízos.

As acções da PT subiam 2,46% para os 5,82 euros.

por Nuno Carregueiro

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