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PT não deve ser incluída no pelotão da gestão fracassada

A intervenção de Henrique Granadeiro na Assembleia Geral defendeu que a PT não pode ser incluída no pelotão das empresas que criaram buracos negros após uma gestão fracassada. O presidente da empresa falou de remunerações dos gestores, cujos valores o ministro Mário Lino sugeriu que devem baixar e ser mais transparentes.

Pedro Santos Guerreiro psg@negocios.pt 27 de Março de 2009 às 17:05
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O presidente do Conselho de Administração da PT, que se espera terá novo mandato nesta Assembleia Geral, preparou um discurso perante os accionistas em que defende que a PT não deve ser incluída no pelotão das empresas que, tendo criado buracos negros após uma gestão fracassada, foram depois salvas pelo Estado, aliás de forma discutível, disse.

Estas afirmações podem ser entendidas como uma reacção ao ministro Mário Lino, que na semana passada defendeu contenção nos salários da administração e dos altos quadros da PT. Noutros países, essa limitação tem sido imposta em casos de intervenção do Estado em empresas aflitas, coisa que não se verifica na Portugal Telecom. Henrique Granadeiro frisou aliás que a empresa é privada, cabendo o assunto aos accionistas, que nomeiam a Comissão de Vencimentos.

Sobre os valores, Granadeiro frisou que a empresa pagou neste mandato menos salários aos seus administradores que no mandato anterior, quer em valor bruto, quer em função dos lucros.

Já quanto à transparência, que está disposto a melhorar mas remetendo sempre para os accionistas, Henrique Granadeiro está contra a divulgação individual das remunerações dos administradores, defendendo a revelação tal como ela hoje existe: pelo total da Administração.

A publicação dos salários individuais, disse, contribuiria para políticas salariais que não premeiam o mérito

Granadeiro sublinha os resultados que este Conselho de Administração alcançou, quer vencendo a OPA, quer junto dos accionistas (lucros e dividendos recorde), quer em impostos entregues ao Estado, que em três anos ultrapassaram, disse, os 2,1 mil milhões de euros, o que fará da PT provavelmente o maior contribuinte do País, concluiu.

A paz social não é valor absoluto

A Assembleia Geral da PT teve uma manifestação à porta. Granadeiro, no seu discurso, invocou as boas relações com os trabalhadores e a forma como elas foram conseguidas, mas alertou que a paz social na empresa não é um valor absoluto.

Os custos por trabalhador desceram no último mandato, tendo as receitas médias aumentado, tendo havido sempre aumentos dos salários mais baixos em detrimento do dos mais altos. A produtividade aumentou, disse, e esse é o melhor seguro de vida de um trabalhador.
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