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PT "empurra" bolsa nacional para terreno negativo

A praça portuguesa segue já a negociar no vermelho, contrariando os ganhos das principais pares europeias. A principal responsável por este desempenho é a Portugal Telecom (PT) que depois de levantada a suspensão das suas acções regista uma queda superior a 5%.

Raquel Godinho rgodinho@negocios.pt 30 de Junho de 2010 às 15:39
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A praça portuguesa segue já a negociar no vermelho, contrariando os ganhos das principais pares europeias. A principal responsável por este desempenho é a Portugal Telecom (PT) que depois de levantada a suspensão das suas acções regista uma queda superior a 5%.

O PSI-20 recua 0,47% para os 6.988,56 pontos, com 11 cotadas em alta, sete em queda e duas inalteradas. No Velho Continente, a tónica continua a ser positiva, apesar dos principais mercados já terem atenuado as valorizações que registaram durante a manhã.

Por cá, a PT é a companhia que centra as atenções dos investidores. Realizou-se hoje a Assembleia Geral (AG) onde os accionistas deliberaram sobre a proposta de compra da posição da operadora na Vivo, lançada pela espanhola Telefónica. A companhia espanhola elevou ontem pela segunda vez o valor da oferta para 7,15 mil milhões de euros.

74% do capital presente na AG votou favoravelmente esta proposta. Contudo, o Estado usou a “golden share” e vetou o negócio.

As acções da empresa liderada por Zeinal Bava foram suspensas pela Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) às 10h42. Na altura, subiam 5,42% para os 8,75 euros. A suspensão foi levantada às 15h. As acções da PT seguem a desvalorizar 5,37% para os 7,854 euros, tendo já chegado a deslizar mais de 7%.

O desempenho da operadora de telecomunicações levou a praça de Lisboa a inverter a tendência positiva em que negociava.

Os restantes títulos do sector das telecomunicações seguem rumos diferentes, com a Sonaecom a perder 2,43% para os 1,365 euros e a Zon Multimédia a apreciar 1,62% para os 3,201 euros.

As valorizações do sector financeiro são insuficientes para manter a bolsa em alta. Banco Comercial Português (BCP) e BPI sobem mais de 1% para os 0,617 euros e 1,54 euros, respectivamente. O Banco Espírito Santo (BES), um dos principais accionistas da PT, já travou os ganhos que chegou a registar e soma 0,37% para os 3,245 euros.

No sector energético, o desempenho é misto. Enquanto o grupo EDP recua, os restantes títulos negoceiam em alta. A Energias de Portugal (EDP) cai 0,37% para os 2,421 euros e a EDP Renováveis cede 1,24% para os 4,695 euros.

Numa altura em que os preços do petróleo seguem em alta nos mercados internacionais, a Galp Energia soma 1,24% para os 12,28 euros. A Redes Energéticas Nacionais (REN) sobe 1,77% para os 2,641 euros.

Nota ainda para a maior subida da sessão, protagonizada pela Cimpor. A cimenteira avança 4,34% para os 4,614 euros, no dia em que o Santander reviu em alta a recomendação para as acções da empresa de “underweight” para “comprar”, adiantando que a cimenteira já não integra um prémio de fusão e aquisição. O preço-alvo caiu em 10 cêntimos para 5,40 euros.

Veja também:

As cotações de todas as acções da Bolsa portuguesa

O resumo do dia do índice PSI-20

As maiores subidas e maiores descidas do PSI-20

Os preços-alvo para as cotadas portuguesas

As estatísticas das acções portuguesas

A análise técnica de todas as cotadas portuguesas

A evolução de todos os fundos comercializados em Portugal



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