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Público: Bancos credores também podem pedir reversão da venda da TAP

Não é apenas o Estado que fica com o direito de reversão da venda da TAP a Humberto Pedrosa e David Neeleman. Os bancos credores ficam, também, com essa possibilidade, avança esta quinta-feira, 29 de Outubro, o Público.

Bruno Simão/Negócios
Negócios 29 de Outubro de 2015 às 09:27
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O Governo aprovou em conselho de ministros do passado dia 22 de Outubro alterações ao acordo de venda de 61% da TAP à Atlantic Gateway, que reúne Humberto Pedrosa e David Neeleman.

Nessas alterações, o Estado ficou com a possibilidade de reverter a venda da empresa caso sejam atingidos determinados indicadores financeiros, nomeadamente níveis de endividamento ou deterioração de capitais próprios.

Mas não foi apenas o Estado a ficar com essa possibilidade. Também os bancos credores da transportadora podem fazer reverter o negócio, noticia esta quinta-feira, 29 de Outubro, o jornal Público.

É por isso que, tal como o Negócios noticiou, a TAP tem de passar a apresentar as contas mensais consolidadas e auditadas, para que a situação seja monitorizada ao milímetro.

O Público avança que o acordo inclui, agora, um mecanismo de "dupla garantia", envolvendo quer o Estado quer os credores, que são o BCP, Deutsche Bank, BIC, CGD ou BPI.

Caso a situação financeira se deteriore, os bancos podem exigir que a empresa volte para a esfera pública, ficando a holding Parpública como garante dos empréstimos. 

O Governo procedeu à alteração do acordo de venda para ajudar a desbloquear as negociações entre a TAP e os seus bancos credores. A transportadora pretende alargar o prazo de maturidade das suas dívidas, mas os credores pretendiam mais garantias. Já com a luz verde dos reguladores é esta a etapa que falta para que a TAP passe em definitivo a ter 61% do capital privada.
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