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Qatar nega acusações de corrupção no processo de atribuição do Mundial 2022

O comité organizador do Mundial do Qatar garante que venceu o concurso de atribuição por ter “a melhor candidatura”. Domingo surgiram novos documentos que alegadamente comprovam a existência de subornos na ordem dos 5 milhões de dólares.

David Santiago dsantiago@negocios.pt 02 de Junho de 2014 às 11:43
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"O comité organizador para o Qatar 2022 manteve os mais elevados requisitos éticos e de integridade na proposta vitoriosa para organizar o Mundial de Futebol da FIFA de 2022", foi a declaração oficial, citada pelo sítio australiano ABC, a rejeitar as novas acusações de suborno no processo de atribuição da organização do Mundial 2022.

 

Este comité garante ter vencido por ter apresentado "a melhor proposta", sublinhando ainda que "já era chegado o tempo para o Médio Oriente receber o seu primeiro Mundial da FIFA".

 

Os responsáveis oficiais pela candidatura e organização do Qatar 2022 negam "veementemente" as alegações que, este domingo, voltaram a incidir sobre eventuais actos de corrupção e suborno por parte de Mohamed Bin Hammam, antigo presidente da Confederação de Futebol da Ásia e ex-dirigente da FIFA.

 

"Em relação às últimas alegações do 'The Sunday Times', dizemos novamente que Mohamed Bin Hammam não teve nenhum papel, oficial ou oficioso, no comité organizador do Qatar 2022", cita o ABC.

 

Este órgão oficial do Qatar acrescenta ainda que o comité organizador teve também "de convencer o senhor Bin Hammam dos méritos da nossa candidatura".

 

No passado domingo o britânico "The Sunday Times" revelava novos documentos que alegadamente provam que Bin Hammam teria pago um total de 5 milhões de dólares (mais de 3,6 milhões de euros) a vários responsáveis da confederação africana de futebol em troca de apoio à candidatura Qatar 2022. 

 

Qatar 2022 em risco

 

Caso sejam provadas as suspeitas de suborno relativamente ao processo de atribuição da organização do Mundial de 2022 ao Qatar, poderá ser feito um novo concurso e definido outro anfitrião para receber a principal competição do futebol mundial.

 

Foi o próprio vice-presidente da FIFA, Jim Boyce, a garantir, ainda no domingo, que a organização que tutela o futebol mundial vai analisar seriamente" os resultados dos inquéritos que pendem sobre as escolhas da Rússia e do Qatar como organizadores dos mundiais de 2018 e 2022, respectivamente.

 

"Não haveria nenhum problema de sugerir uma nova votação", admitiu Jim Boyce citado pelo mesmo The Sunday Times.

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