Empresas Quarteto “diverge” nos pés com sapatilhas personalizadas

Quarteto “diverge” nos pés com sapatilhas personalizadas

Com experiência nas áreas financeira, marketing, operações e moda, quatro gestores criaram uma marca de “sneakers” customizados na Internet e fabricados à mão em Felgueiras, buscando já investidores para exportar mais.
Quarteto “diverge” nos pés com sapatilhas personalizadas
João Esteves e Maria Neves são dois dos sócios e fundadores da Diverge.
António Larguesa 08 de outubro de 2019 às 09:45

João Esteves, 43 anos, assume o marketing e a gestão do dia-a-dia. O ex-colega de curso na Católica, Ricardo Caupers, dá uma mão nas finanças a partir de Londres, onde é executivo em empresas de gestão de ativos. Maria Neves, 39 anos, passou pela Impresa, TIMwe, Giríssima e Hoko, auxiliando agora na área de operações e e-commerce. Oito anos mais nova, Inês Pinto de Almeida é a responsável criativa após trabalhar no gigante Kering Group, onde esteve a gerir a luxuosa Alexander McQueen.

 

Estes são os quatro sócios e cofundadores da Diverge, uma start-up com sede em Lisboa que acaba de lançar uma marca de "sneakers" 100% customizáveis, fabricados à mão numa fábrica de Felgueiras, a partir de seis modelos disponíveis com milhares de combinações de cores e materiais. Os preços variam entre 150 e 240 euros e prometem a entrega em 15 dias em qualquer parte do mundo. Reino Unido, Estados Unidos e Bélgica são os mercados para onde mais exportaram nos primeiros cinco meses no mercado.

 

 

Entre plataformas digitais, desenvolvimento de materiais e horas de trabalho da equipa, entre outras rubricas, João Esteves estimou ao Negócios que o investimento já superou o meio milhão de euros desde o início do projeto, em março de 2018. Este ex-diretor de marketing da SportZone e da Super Bock, com passagens anteriores pela Unilever ou pela Lego, reconheceu que os empreendedores vão "começar a procurar investidores que queriam fazer esta viagem e acrescentar valor ao projeto".

 

A inspiração para o nome veio de um poema de Robert Frost, celebrizado no filme "Clube dos Poetas Mortos", de 1989. A ideia do negócio veio de uma conversa em que perceberam que se tratava de uma necessidade comum. "As grandes marcas têm as suas escolhas feitas para as estações. Se queríamos alguma coisa diferenciada, especial, que tivesse a ver connosco e não fosse calçada por muita gente, era mais difícil [de encontrar] do que poderíamos pensar", resumiu o CEO, que em março desde ano saiu da Sonae para se dedicar a tempo inteiro à Diverge.

 

A nossa aposta é em ‘sneakers’ feitos à mão, em Portugal, com materiais de qualidade, durabilidade e o mínimo de desperdício porque fazemos tudo à medida. João Esteves, cofundador e CEO da Diverge

 

O que é que difere este produto do que fazem algumas multinacionais de calçado desportivo, que já permitem fazer online a personalização? "Não temos como competir com marcas dessa dimensão nem é essa a nossa ambição. A nossa aposta é num artigo feito à mão, em Portugal, com materiais de qualidade, durabilidade e o mínimo de desperdício porque fazemos tudo à medida", respondeu João Esteves. Porém, comparou, aí "são os ‘sneakers’ da Nike costumizados pelo António, enquanto aqui são os ‘sneakers’ do António feitos pela Diverge".




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