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Quebra dos mercados afecta resultados do BES

Os lucros líquidos do BES caíram 12,4% nos primeiros noves meses do ano para os 139,5 milhões de euros (27,97 milhões de contos), um valor abaixo do esperado pelos analistas, devido a uma quebra na actividade de corretagem e na banca de investimento.

Ricardo Domingos rdomingos1@gmail.com 29 de Outubro de 2001 às 09:43
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Os lucros líquidos do Banco Espírito Santo caíram 12,4% nos primeiros noves meses do ano para os 139,5 milhões de euros (27,97 milhões de contos), um valor abaixo do esperado pelos analistas, devido a uma quebra na actividade de corretagem e na banca de investimento.

Os sete analistas contactados pelo Negocios.pt previam um lucro líquido, em termos médios, de 151,23 milhões de euros (30,32 milhões de contos), tendo a previsão mais pessimista apontado para um resultado líquido de 142 milhões de euros (28,47 milhões de contos).

As quebras no mercado de capitais, que se traduziram numa desvalorização de 30% do PSI20 de Janeiro a Setembro deste ano, afectaram o negócio de corretagem da instituição liderada por Ricardo Salgado, há medida que o volume de negociação decresceu. As quedas do mercado também afastam as colocações em Bolsa por parte das empresas, tendo a área de banca de investimento do BES [BESNN] sido negativamente afectada.

«Os resultados até final do terceiro trimestre foram fortemente influenciados pela queda das operações de banca de investimento, de ?trading? de acções e de corretagem, as quais, no período homólogo de 2000, tinham tido um excelente desempenho», afirma o BES em comunicado.

O resultado financeiro cresceu 12% para os 518,31 milhões de euros (103,91 milhões de contos), enquanto o produto bancário desceu 10,6% para os 839,01 milhões de euros (168,21 milhões de contos).

O rendimento dos capitais próprios, ou «return-on-equity» (ROE), ascendeu aos 14,5%, enquanto os lucros por acção alcançaram os 0,70 euros (140 escudos).

O activo líquido cresceu 16,14% para os 37,43 mil milhões de euros (7,5 mil milhões de contos), enquanto os custos operativos aumentaram 14,2% para os 504,53 milhões de euros (101,15 milhões de contos). Excluindo aquisições e novas iniciativas, os custos operativos teriam crescido 9,9%.

Os custos com pessoal aumentaram 14,7% para os 230,55 milhões de euros (46,22 milhões de contos). Excluindo aquisições e novas iniciativas, os custos com pessoal teriam aumentado 8%.

As acções do BES seguiam a valer 13,95 euros (2.797 escudos), a cair 0,29%.

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