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Queiroz Pereira denunciou o GES contra "tomada de controlo hostil" de Salgado

O empresário acreditava que Salgado estava a querer controlar a Semapa, que controla a Portucel. Por isso, denunciou irregularidades na ESI.

Diogo Cavaleiro diogocavaleiro@negocios.pt 10 de Dezembro de 2014 às 16:47
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Pedro Queiroz Pereira assumiu que enviou documentos para o Banco de Portugal a denunciar irregularidades na sociedade de topo do Grupo Espírito Santo. Fez porque viu uma "ameaça de tomada de controlo hostil" das suas empresas sob o grupo.

 

"A nossa motivação ao transmitir estes factos ao Banco de Portugal foi clara: a necessidade de salvaguardar o interesse de todos os accionistas do grupo Queiroz Pereira, que se viram sob ameaça da tomada de controlo hostil; o dever cívico de informar o regulador sobre os factos", indicou Pedro Queiroz Pereira, o presidente da Portucel, na audição desta quarta-feira, 10 de Dezembro, da comissão parlamentar de inquérito à gestão do BES e do GES.

 

O empresário sentiu-se ameaçado pelo facto de o Grupo Espírito Santo estar a adquirir acções de duas das suas sociedades Sodim e Cimigest ao longo dos anos às suas irmãs Margarida e Maude Queiroz Pereira, reforçando o seu poder. Queiroz Pereira é o maior accionista da Semapa, através daquelas sociedades. A Semana, por sua vez, controla a papeleira Portucel. 

 

Assim, Queiroz Pereira enviou, como é já conhecido publicamente, cartas ao Banco de Portugal a 24 de Setembro de 2013 e a 10 de Outubro, através da sua sociedade Cimigest, a levantar "questões de ‘governance’ e problemas de contabilização de activos que escondiam a verdadeira situação de perda de capital e provável insolvência" da Espírito Santo International, a sociedade de topo do Grupo Espírito Santo.

 

O Banco de Portugal diz que já tinha detectado problemas nas contas da ESI antes destas cartas (já havia iniciado o exercício ETTRIC, que viria, em Novembro, a revelar "irregularidades materialmente relevantes" nas contas da ESI). 

 

Já Salgado negou qualquer tentativa de controlar as sociedades de Queiroz Pereira, dizendo que comprou as acções das irmãs do empresário para posteriormente vendê-las. 

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