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Queiroz Pereira teve "divergências" com José Honório mas "nada de muito grave"

O dono da Portucel acredita que José Honório, que esteve a assessorar Ricardo Salgado no BES e acompanhou Vítor Bento no Novo Banco, é um "quadro com nível fora do vulgar". Queria voos mais altos.

Bruno Simão/Negócios
Diogo Cavaleiro diogocavaleiro@negocios.pt 10 de Dezembro de 2014 às 18:42
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Pedro Queiroz Pereira admitiu que teve algumas divergências com José Honório, o presidente executivo da Portucel que saiu daquela empresa para depois assessorar Ricardo Salgado. Mas deixou fortes elogios a Honório na audição desta quarta-feira, 10 de Dezembro, da comissão parlamentar de inquérito à gestão do BES e do GES.

 

"Tenho muito apreço, trabalhou comigo 25 anos. Não lhe vou dizer que não tenhamos tido as nossas divergências", comentou Pedro Queiroz Pereira, em resposta ao PSD. "Nada de muito grave", assegurou. 

 

Quando saiu da presidência da Portucel, alegando "motivos pessoais", a imprensa avançou que José Honório teria saído por divergências com o accionista Queiroz Pereira. Apesar de confirmar alguns desentendimentos, não assumiu que teriam sido eles a causa da saída.

 

"Contribui muito para a decisão de ele poder enfrentar novos desafios", contou Queiroz Pereira. "José Honório é, de facto, um quadro com um nível fora do vulgar". Depois de sair do grupo, Honório foi assessorar Ricardo Salgado e o Grupo Espírito Santo. Quando Vítor Bento substituiu o banqueiro, em Julho, José Honório foi convidado para vice-presidente do BES – e permaneceu nessa função quando foi criado o Novo Banco.

 

Mas isso não faz com que Honório seja um inimigo. Pelo contrário. "O que lhe digo é que é meu amigo do mesmo jeito. Se quiser voltar, as portas estão abertas". Mas não acredita nisso. "É uma pessoa que não pretende ficar a fazer mais anos a mesma coisa".

 

"Prestou relevantíssimos serviços à Semapa", declarou Queiroz Pereira aos deputados. E iria prestar, na sua óptica, óptimos serviços ao Novo Banco, se aí permanecesse. 

 

"Não é facilitador político"

 

Questionado pelo comunista Miguel Tiago se José Honório é um "facilitador político", Pedro Queiroz Pereira negou essa ideia. "A nível político, quando quer contactar pessoas por qualquer razão, as pessoas têm consideração. É um trabalhador incansável. Não é um facilitador político".

 

Esta questão foi colocada dado que Honório acompanhou Salgado nos contactos que teve com Maria Luís Albuquerque, Passos Coelho, Durão Barroso e Carlos Moedas para que o Governo concedesse um empréstimo intercalar ao Grupo Espírito Santo, em 2014, para evitar o seu descalabro. 

 

Honório também é um dos mais de 100 nomes que a comissão de inquérito pretende ouvir. 

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