Outros sites Cofina
Notícias em Destaque
Notícia

Quem estava protegido pela garantia angolana? Se Paulo Morais sabe, que diga

O PS e o PSD solicitam ao vice-presidente da Associação Transparência e Integridade para divulgar a lista de devedores do BESA que diz ter na sua posse.

Diogo Cavaleiro diogocavaleiro@negocios.pt 11 de Fevereiro de 2015 às 20:43
  • Partilhar artigo
  • 4
  • ...

A comissão parlamentar de inquérito à gestão do BES e do GES não consegue descobrir quem é que são os devedores do antigo BES Angola a que se perdeu o rasto. Paulo Morais, vice-presidente da Associação Transparência e Integridade, disse conhecer a lista. O Partido Socialista e o Partido Social Democrata pedem-lhe, então, que faça chegar ao Parlamento essa acta à garantia soberana. 

 

"No seguimento da audição de ontem ao ex-presidente do BESA, Rui Guerra, o qual afirmou que o BESA não foi capaz de identificar os beneficiários de muitos dos empréstimos concedidos pela instituição e que estes já estavam em incumprimentos antes de o Estado angolano conceder uma garantia, veio hoje o vice-presidente da Associação para a Transparência e Integridade, Paulo Morais, afirmar em declarações à imprensa que não é difícil perceber quem são os destinatários dos empréstimos concedidos pelo BES Angola, referindo estar na posse de documentos capazes de contrariar o ex-banqueiro", escreve um requerimento do grupo parlamentar socialista assinado esta quarta-feira, 11 de Fevereiro.

 

O mesmo pedido é feito pelos sociais-democratas: "Considerando que esta comissão de inquérito parlamentar já tentou ter acesso a essa lista por diversos meios, quer através das entidades portuguesas quer angolanas, sendo todos esses esforços realizados em vão, o grupo parlamentar do PSD vem apelar ao sentido cívico do Dr. Paulo Morais, sempre tão autoproclamado, para que colabore com o Parlamento português da descoberta da verdade e forneça a esta comissão, com a maior brevidade possível, o anexo à garantia estatal do Estado de Angola sobre os créditos do banco BESA, que diz conhecer e deter".

 

O grupo liderado por Carlos Abreu Amorim solicita ainda "qualquer outro documento relativo ao BES e ao BESA, que se revele relevante para o apuramento dos factos".

 

O anexo à garantia angolana – um documento que se encontra no segredo ou porque os intervenientes que passam na comissão não o conhecem ou porque está sob sigilo bancário angolano – terá o nome das empresas que receberam créditos que estavam protegidos pela garantia ao BESA assinada por José Eduardo dos Santos, no valor de 5,7 mil milhões de euros, entretanto revogada após a resolução do BES, que detinha 55,7% do banco angolano. Perdeu-se o rasto aos beneficiários destes créditos, segundo tem sido dito.

 

À Renascença, Paulo Morais afirmou que, por exemplo, a irmã de José Eduardo dos Santos recebeu 800 milhões de dólares. 

Ver comentários
Saber mais BES Angola BES Associação para a Transparência e Integridade
Outras Notícias