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"A minha postura sempre foi de acabar com a relação com o Insular" (act.)

Francisco Sanches afirmou esta tarde no Parlamento que sempre teve "uma postura de acabar com a relação que existia entre o BPN e o Insular", o banco cabo-verdiano usado pelo BPN para esconder prejuízos. Havia "uma relação privilegiada" entre o Insular e o BPN.

Maria João Gago mjgago@negocios.pt 03 de Março de 2009 às 18:52
Francisco Sanches afirmou esta tarde no Parlamento que sempre teve "uma postura de acabar com a relação que existia entre o BPN e o Insular", o banco cabo-verdiano usado pelo BPN para esconder prejuízos. Havia "uma relação privilegiada" entre o Insular e o BPN.

"Sempre tive essa postura até porque era um entrave para o grupo. Era um constrangimento para a relação entre o Dr. Oliveira Costa e os accionistas. Tentei que clientes do Insular que o eram também do BPN pudessem passar esses créditos para o BPN para reduzir a exposição ao Insular", afirmou Sanches, sublinhando que o banco cabo-verdiano "era uma realidade por muitos conhecida".

Em resposta a Nuno Melo, do CDS-PP, o antigo braço-direito de Oliveira Costa revelou que além do presidente, o Insular era conhecido pelos antigos administradores do BPN Luís Caprichoso e António Franco, além dos responsáveis pelas áreas financeira e de mercados.

Sanches disse ainda que o Insular ficou de fora do negócio de compra da corretora Fincor pelo BPN, altura em que o banco cabo-verdiano "terá sido assumido" por José Vaz Mascarenhas, presidente do Insular. "Havia um compromisso entre Vaz Mascarenhas e Oliveira Costa de que o Insular viria a fazer parte do grupo SLN. Essa situação arrastou-se até 2008", revelou o gestor.

Francisco Sanches admitiu ter transmitido ordens referentes a operações entre o BPN e o Insular, "por ordem de Oliveira Costa". E adiantou que Vaz Mascarenhas também ordenava operações.

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