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"Desempenho da Metro do Porto nos últimos exercícios é factor de algum conforto"

O ainda presidente da Metro do Porto, empresa que acumula prejuízos e suportou só em juros 137 milhões de euros em 2011, considera que fez um bom trabalho. "O desempenho da empresa nos últimos exercícios é factor de algum conforto", afirma Ricardo Fonseca.

Rui Neves ruineves@negocios.pt 17 de Fevereiro de 2012 às 13:02
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"Em 2011, enquanto na generalidade das empresas do sector se registou um declínio na utilização do transporte público, os passageiros transportados no Metro do Porto aumentaram 4,1% em relação ao ano anterior, sendo que o indicador Passageiro/Km registou um aumento de 8,9%", realçou Ricardo Fonseca - que está de saída da empresa -, esta manhã, no Porto, no âmbito da cerimónia de entrega dos certificados do Sistema de Gestão da Qualidade e do Sistema de Gestão do Ambiente do Metro do Porto.

"Por seu turno o rácio que considera a receita de bilheteira e as despesas directas da exploração passou de uma taxa de 53,7% em 2007 para 90,8% em 2011, melhorando 37,1 pontos percentuais, isto é, cerca de 70%. Comparado com 2010 a melhoria deste rácio foi de 16,2 pontos percentuais, cerca de 21%", frisou o presidente da Metro do Porto.

"Sabemos, porém, que quando as contas do exercício forem divulgadas este enorme progresso na cobertura das despesas por receitas, só possível pelo efeito simultâneo de aumento de receitas e diminuição de despesas, se diluirá na imagem de elevados resultados de exercício negativos em grande parte resultantes do desajustado modelo de financiamento do projecto do metro", ressalvou.

"A título de exemplo, posso adiantar que em 2011 a receita de bilheteira foi de 35,6 milhões de euros e que os juros suportados no exercício ascenderam a 136,6 milhões de euros", adiantou o gestor, sem detalhar mais resultados económico-financeiros, naquele que foi provavelmente o seu último acto público enquanto presidente da empresa.

Em 2010, a Metro do Porto registou um resultado líquido negativo de 351,8 milhões de euros, tendo a rubrica de juros e gastos similares suportados ascendido a 88,7 milhões de euros. No final desse exercício, o endividamento acumulado da empresa rondava os 2,3 mil milhões de euros.

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