Outros sites Cofina
Notícias em Destaque
Notícia

"Eu não tive nada a ver com isto, nem António Guterres, nem Luís Parreirão"

Jorge Coelho, ex-ministro do Equipamento Social, afirmou hoje não ter nada a ver com o protocolo assinado entre a Câmara Municipal de Santarém e a Estradas de Portugal. Um acordo que deu origem à transferência de verbas para o Centro Nacional de Exposições e Mercados Agrícolas (CNEMA). "Eu não tive nada a ver com isto, nem António Guterres, nem Luís Parreirão".

Sara Antunes saraantunes@negocios.pt 13 de Janeiro de 2010 às 20:57
  • Assine já 1€/1 mês
  • 3
  • ...
Jorge Coelho, ex-ministro do Equipamento Social, afirmou hoje não ter nada a ver com o protocolo assinado entre a Câmara Municipal de Santarém e a Estradas de Portugal. Um acordo que deu origem à transferência de verbas para o Centro Nacional de Exposições e Mercados Agrícolas (CNEMA). “Eu não tive nada a ver com isto, nem António Guterres, nem Luís Parreirão”.

De acordo com a TVI, Jorge Coelho e Luis Parreirão foram constituídos arguidos no processo que envolve a transferência de verbas para o Centro Nacional de Exposições e Mercados Agrícolas (CNEMA), num processo que decorreu há 11 anos.

O caso é de 2000 e refere-se à transferência de verbas que deveria ter sido feita para o CNEMA. De acordo com a CAP, a autarquia vendeu por cerca de 4,5 milhões de euros um terreno ao Estado para a construção da actual via circular de Santarém, com o compromisso de que essa verba iria ser canalizada para regularizar as contas do CNEMA. O que não aconteceu, José Miguel Noras negou, quando foi ouvido, a existência desse compromisso, considerando que as verbas da Estradas de Portugal se destinavam à autarquia.

Em entrevista à mesma estação de televisão, Jorge Coelho afirma que “não há nenhuma assinatura, nem nenhuma orientação minha” neste processo.

“Não está lá a minha assinatura em nenhum documento. Eu não tive participação nenhuma neste processo”, reiterou, acrescentando que António Guterres, então primeiro-ministro, também não assinou qualquer documento relacionado com esta operação.

Jorge Coelho explicou que teve em 2000 uma reunião, a “pedido” de António Guterres, com o então presidente da Câmara Municipal de Santarém, José Miguel Noras, e com o secretário-geral da CAP, José Manuel Casqueiro. O intuito era o de resolver “um problema que existia entre as Estradas de Portugal e a Câmara Municipal de Santarém e o CNEMA”, avança um comunicado emitido esta tarde por Jorge Coelho.

Após a reunião, como estava em causa a Estradas de Portugal, tutelada pelo ministério, Jorge Coelho transmitiu a informação a Luís Parreirão, então secretário de Estado das Obras Públicas.

Questionado se acompanhou o processo, e a posterior transferência de verbas, Jorge Coelho negou.

“Que tivéssemos sido envolvidos em alguma coisa” que tivéssemos decidido

“É um bocado estranho estar a ser investigado por um processo onde não tive envolvimento nenhum. É um caso que tem 11 anos”, salientou.

“Ao menos que tivéssemos sido envolvidos em alguma coisa” em que tivéssemos decidido, sublinhou.

“É um problema interno da Câmara”, tendo já o actual presidente da autarquia, Moita Flores, dito que Jorge Coelho não tem nada a ver com este processo.

Em declarações à Lusa, Moita Flores afirmou que o envolvimento de Jorge Coelho neste processo “é folclore político. Não tem a ver com o cerne da questão e não visa procurar saber a verdade que está nos negócios feitos então pela Câmara e pela direcção do CNEMA. É envolver quem não teve nada a haver com esses negócios, o que é feio, muito feio”.

Moita Flores afirmou que, “depois de saber o que se está a passar, a Câmara Municipal de Santarém vai tornar-se assistente no processo, para os verdadeiros responsáveis serem chamados à pedra”.

Punam quem deve ser punido

O actual presidente da Mota-Engil negou assim qualquer envolvimento neste processo e apelou à punição dos responsáveis.

“Punam quem deve ser punido. E que não sejam envolvidas pessoas” que não estiveram relacionadas com esta história.

“Eu percebo que é muito mais mediático eu ser arguido”, salientou.

Questionado pelo jornalista da TVI sobre se vai abandonar a direcção da Mota-Engil, respondeu: “Porquê? Acha que sim? Quantos jornalistas têm aqui na TVI que são arguidos? Mandam-nos para casa? Não.”



Ver comentários
Outras Notícias