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"Geração orgânica de capital" pode levar Santander a pagar dividendo extraordinário

O maior banco da Zona Euro em termos da capitalização bolsista está a considerar o pagamento de um dividendo extraordinário para libertar capital de que não precisa, de acordo com o "Financial Times", que cita o CEO do banco, Alfredo Sáenz.

Hugo Paula hugopaula@negocios.pt 21 de Outubro de 2009 às 11:12
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O maior banco da Zona Euro em termos da capitalização bolsista está a considerar o pagamento de um dividendo extraordinário para libertar capital de que não precisa, de acordo com o “Financial Times”, que cita o CEO do banco, Alfredo Sáenz.

O Banco Santander decidiu almejar um “core tier I”, a medida de solidez financeira mais restritiva, de 7%. Um nível que o banco considera adequado para o seu modelo de negócio de banca comercial, segundo o “Financial Times”.

O banco que já tinha um “core tier I” de 7,5% viu o seu rácio de capital aumentar em 60 pontos base, aquando da oferta pública de venda que o banco levou a cabo na sua subsidiária brasileira, onde angariou 1,43 mil milhões de euros.

Pelo que, a retenção dos lucros que o banco realizou na segunda metade do ano, levaria o mesmo indicador para 8,5%, só através de “geração orgânica de capital”, segundo disse Sáenz ao FT.

“A este ritmo teremos de tomar uma decisão – utilizamos um ‘payout’ maior, pagamos um dividendos extraordinário ou ficamos um “core tier I” de 8,5% até as nuvens legislativas se desvanecerem”, explicou o CEO do banco ao “Financial Times”, referindo que os números do banco não envolvem um aumento do valor de créditos concedidos nem aquisições importantes, que não fazem parte dos planos do banco.

Os bancos comerciais espanhóis, tal como o Santander, têm angariado capital a um ritmo frenético, segundo o jornal britânico. Mas o banco espanhol tem tentado persuadir os reguladores de que a banca comercial e as hipotecas são menos arriscadas do que a banca de investimento, diz o Financial Times. Pelo que, os requisitos de capital deveriam reflectir a diferença.

Adicionalmente o CEO do banco explicou ao Financial Times que o banco espanhol não precisa de níveis acrescidos de capital devido à sua dimensão, uma vez que não apresenta risco sistémico porque as suas subsidiárias não dependem da tesouraria central, sendo regulados localmente.

“Estas subsidiárias usam o seu próprio capital. O nosso banco no Brasil tem capital no Brasil e satisfaz os requisitos de capital no Brasil” e o mesmo se aplica às outras subsidiárias, explicou.



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