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"Liberalização na electricidade tem todos os ingredientes para correr mal"

O secretário de Estado da Energia reconhece que no sector eléctrico "o oligopólio existe", o que tornará "extremamente difícil" o processo de liberalização, após a extinção das tarifas reguladas de venda aos clientes finais.

Miguel Prado miguelprado@negocios.pt 19 de Outubro de 2011 às 21:04
O secretário de Estado da Energia, Henrique Gomes, disse-o sem reservas: "a liberalização do mercado eléctrico é um processo que tem todos os ingredientes para correr mal", dado o regime de oligopólio que já existe em Portugal.

"Com um regime de oligopólio as empresas vão-se encostar. Temos que monitorizar, informar os consumidores continuamente. Mas com a introdução de comercializadores de nicho pode ser que consigamos perturbar este processo", afirmou Henrique Gomes durante a conferência “Energia e Competitividade”, realizada pela Ordem dos Engenheiros.

Sublinhando que "este é um processo extremamente difícil" e que poderá ser "escaldante", o secretário de Estado da Energia acredita que a liberalização na electricidade poderá funcionar melhor com estímulos ao surgimento de empresas que possam comercializar electricidade em nichos de mercado, aproveitando as vantagens da contagem inteligente e dos preços tri-horários ou mesmo horários da electricidade.

Para Henrique Gomes, "vender energia com um serviço alargado" poderá ser a chave para que novas empresas consigam ganhar espaço no mercado português de electricidade, que tem hoje como principais comercializadores a EDP, a Iberdrola e a Endesa.
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