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"Mudança de estilo de vida vai ter impacto na indústria energética"

O mundo vai assistir a uma mudança do estilo de vida em termos de consumo de energia porque o actual é insustentável, defendeu o sociólogo Anthony Giddens numa conferência sobre as alterações climáticas em Londres. António Mexia está presente na sessão de hoje sobre a "Nova Era na Inovação Energética e Colaboração Internacional - A Indústria da Energia em busca de Soluções Sustentáveis".

Negócios com Lusa 14 de Outubro de 2009 às 07:53
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O mundo vai assistir a uma mudança do estilo de vida em termos de consumo de energia porque o actual é insustentável, defendeu o sociólogo Anthony Giddens numa conferência sobre as alterações climáticas em Londres. António Mexia está presente na sessão de hoje sobre a "Nova Era na Inovação Energética e Colaboração Internacional - A Indústria da Energia em busca de Soluções Sustentáveis".

O aumento dos preços dos combustíveis e a necessidade de limitar as emissões de carbono vai implicar uma mudança dos hábitos de vida e isso vai ter impacto na indústria da energia, afirmou o académico.


Um sinal, adiantou, é o "fracasso da estratégia dos subúrbios nos EUA", onde as casas que estão mais longe dos centros das cidades estão por vender. Na sua opinião, no futuro "as pessoas vão querer ficar mais perto do centro e isso vai ter consequências também nos transportes".

Giddens, autor do livro "Políticas das Alterações Climáticas", falava numa conferência organizada pelo jornal Financial Times e pelo Conselho Mundial da Energia.

A Cimeira de Líderes do Sector Energético, de dois dias, termina hoje e pretende explorar e debater o tema da redução das emissões de carbono na perspectiva das companhias de energia. Jeremy Leggett, presidente-executivo da Solar Century, uma empresa britânica de energia solar, alertou para a urgência da aposta nas energias renováveis. "Estamos convencidos de que a produção de petróleo vai baixar e que teremos de cortar as emissões mais depressa do que estava previsto", disse.

Mas, para o economista e vice-presidente da BP, Christof Rühl, a realidade é diferente e as energias renováveis ainda não são capazes de abastecer toda a energia necessária para o consumo privado e para a indústria.

"Precisamos de nos focar na transição", vincou. O gás natural, apontou, pode ser uma alternativa para substituir o carvão a curto prazo na produção de energia, já que emite menos metade do dióxido de carbono e a tecnologia está disponível. "Não é ideal, mas é melhor", sustentou Rühl. Mas Giddens mostrou reservas sobre esta opção, sublinhando o facto de grande parte das reservas de gás natural estarem na Rússia, o que implica custos no transporte e lidar com a instabilidade política daquele país.

No final, uma questão reuniu o consenso do painel que discutiu sobre soluções plausíveis para o sector da energia: o carvão é uma fonte de energia com demasiados custos ambientais que ainda vai ficar mais caro quando entrarem em prática os limites às emissões de carbono.

"Mais vale deixá-lo no chão", rematou David King, cientista e director da Smith School of Enterprise and the Environment da universidade de Oxford.

Hoje intervém António Mexia, presidente da EDP, sobre a "Nova Era na Inovação Energética e Colaboração Internacional - A Indústria da Energia em busca de Soluções Sustentáveis", onde será discutido o potencial de algumas das novas tecnologias para a produção de energia mais limpa.

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