Empresas "Não faz sentido repartir os 15% de redução de custos por todos"

"Não faz sentido repartir os 15% de redução de custos por todos"

O Governo decretou um corte de 15% nos custos operacionais a todo o sector empresarial do Estado, incluindo uma redução de 5% na massa salarial. Para Paulo Morgado, administrador-delegado da Cap Gemini, "é uma medida de curtíssimo prazo, com pouco valor acrescentado no médio e longo prazos".
Alexandra Machado 07 de fevereiro de 2011 às 00:01
"Há casos em que o corte deveria ser de 100%, há organismos que não acrescentam qualquer valor, e outros em que os cortes deveriam ser zero", concretiza, explicando, ainda, haver "pseudo-cortes".



Há empresas, revela, que estão a transferir custos operacionais (opex) por investimentos (capex), cumprindo as orientações do Governo, mas mais não fazem do que protelar nos anos um custo que irão ter com a mesma função. Exemplifica: "há empresas que tinham contratos externos para processamento de salários e agora estão a desenvolver aplicações para fazer exactamente a mesma coisa". Paulo Morgado explica, por isso, que "não se fazem determinadas coisas que dêem origem a despesas correntes, mas fazem-se investimentos para serem protelados no tempo, aliviando a pressão sobre os custos", o que vai "criar ónus de médio e longo prazos".

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