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"Não me arrependo de ter afastado Oliveira Costa"

O accionista de referência da SLN Joaquim Coimbra diz não se arrepender de ter afastado José Oliveira Costa do grupo e que a intervenção do ex-banqueiro no Parlamento se traduziu num "conjunto de invenções, mentiras e insinuações" para se vingar.

Negócios com Lusa 18 de Junho de 2009 às 18:14
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O accionista de referência da SLN Joaquim Coimbra diz não se arrepender de ter afastado José Oliveira Costa do grupo e que a intervenção do ex-banqueiro no Parlamento se traduziu num "conjunto de invenções, mentiras e insinuações" para se vingar.

Numa carta a que a Lusa teve acesso exclusivo, Joaquim Coimbra diz que Oliveira Costa "individualizou" contra a sua pessoa "toda a animosidade [...] em relação aos accionistas do grupo" e diz que "não lhe custa descortinar a razão".

"Não me arrependo de o ter feito", acrescenta Joaquim Coimbra na carta que entregou hoje em mão à presidente da comissão de inquérito parlamentar ao BPN, Maria de Belém Roseira.

O accionista acrescenta que a sua intervenção para demitir Oliveira Costa "não foi um acto individual", mas resultou de uma "decisão colectiva" tomada por um grupo de accionistas com "objectivos muito claros e legítimos".

Em causa estavam "duas premissas essenciais: conferir transparência à instituição e promover a substituição de Oliveira Costa, por se considerar, entre outras razões, que a direcção de um grupo da dimensão da SLN não podia ser obra de um homem só".

"Pode perceber-se a animosidade de Oliveira Costa", já que este "tudo fez, até ao limite do possível, para se manter agarrado ao lugar", diz Joaquim Coimbra, para quem "não se compreende e muito menos se aceita o conjunto de invenções, mentiras e insinuações".

O "ataque" de Oliveira e Costa visou "justificar a sua fúria ou alimentar instintos de vingança", acrescenta.

A acusação de Oliveira Costa "radica no facto de eu ter tido um papel firme e activo nas diligências conducentes à sua substituição como presidente do Grupo SLN/BPN", escreve Joaquim Coimbra.

Numa análise às palavras de Oliveira Costa na comissão, Joaquim Coimbra considera "redondamente falsa", a insinuação do antigo presidente do grupo de que os accionistas se opuseram à venda da SLN e que queriam a sua destruição.

A 26 de Maio, quando foi ouvido na comissão parlamentar de inquérito ao BPN, Oliveira e Costa acusou Joaquim Coimbra de o ter "cozinhado em banho-maria".

Na sua intervenção, Oliveira e Costa acusou um grupo dos quatro accionistas - destacando Joaquim Coimbra - de "manipulação dos factos" e de "preparar o desmantelamento" do grupo.

A comissão de inquérito parlamentar à nacionalização do Banco Português de Negócios (BPN) ouve hoje Teixeira dos Santos, ministro das Finanças, na 54ª e última sessão de trabalhos.

O Governo nacionalizou o banco em Novembro de 2008, depois de uma intervenção das autoridades, incluindo judiciais, que levou à detenção de Oliveira e Costa.



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