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"O terminal de Sines é uma marina de metaneiros da Galp"

O presidente da Endesa Portugal, Nuno Ribeiro da Silva, criticou hoje as restrições à importação de gás natural através de Sines, afirmando que "o terminal de Sines é essencialmente uma marina de metaneiros da Galp".

Miguel Prado miguelprado@negocios.pt 11 de Novembro de 2009 às 15:17
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O presidente da Endesa Portugal, Nuno Ribeiro da Silva, criticou hoje as restrições à importação de gás natural através de Sines, afirmando que “o terminal de Sines é essencialmente uma marina de metaneiros da Galp”.

Nuno Ribeiro da Silva lembrou que existem várias restrições de acesso ao terminal de gás natural de Sines, nomeadamente quanto à programação da entrada de navios e tempo de descarga dos metaneiros, quanto à programação da regaseificação do gás que chega liquefeito a Sines e quanto aos próprios custos.

“Isto vai fazer com que ninguém opere pelo terminal de Sines sem ser o incumbente”, afirmou o presidente da Endesa Portugal durante o Forum Energia, realizado em Lisboa pelo “Diário Económico”.

O responsável da eléctrica espanhola lembrou que Sines tem “um potencial enorme”, sendo “uma infra-estrutura de interesse estratégico para a Península Ibérica e para a própria Europa”, porque se apresenta como alternativa de abastecimento de gás face à dependência que boa parte da Europa tem do gás russo.

Nuno Ribeiro da Silva salientou, em declarações à imprensa, que “em grande parte a responsabilidade [da situação que se verifica em Sines] é do regulador”. O presidente da Endesa Portugal assegurou que já manifestou à Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE) as suas preocupações sobre esta matéria, esperando que nos próximos meses possam ser dados passos para a mudança das regras de acesso ao terminal de gás de Sines.

A ERSE, por seu lado, garante que já foram tomadas medidas para que a partir de Janeiro do próximo ano estas situações deixem de se verificar.

No Forum Energia, Nuno Ribeiro da Silva lembrou que “a Endesa também tem alguma ambição” no que diz respeito ao mercado do gás natural, que entrará em Janeiro na última etapa da liberalização, alargando a liberdade de escolha de fornecedor de gás aos consumidores domésticos.

“É preciso acabar com as tarifas [reguladas], mantendo, como na electricidade, uma tarifa para os baixos rendimentos”, apelou o presidente da Endesa.

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