Outros sites Cofina
Notícias em Destaque
Notícia

"Privatização da AdP não resolve problemas do sector"

Presidente da AEPSA diz que venda do grupo a privados não é necessária e avisa que o actual défice tarifário, superior a 400 milhões, e a grave situação financeira de empresas do grupo teriam impacto no valor a que o Estado quisesse vender a AdP

Maria João Babo mbabo@negocios.pt 11 de Julho de 2011 às 13:07
  • Assine já 1€/1 mês
  • 1
  • ...
O presidente da Associação das Empresas Portuguesas para o Sector do Ambiente (AEPSA) considera que “a privatização do grupo Águas de Portugal (AdP) tal como está não resolvia coisa nenhuma”.

Na conferência de imprensa de apresentação do estudo sobre as condições económicas e de sustentabilidade do sector da água em Portugal da KPMG, Paulo Pinheiro afirmou que “a privatização não é necessária” e, mesmo que o Estado avance para esta operação “tem de reestruturar o sector”, caso contrário terá efeito designadamente no valor do grupo.

Sem avançar uma avaliação para a AdP, Paulo Pinheiro lembrou apenas que havendo actualmente um défice tarifário da ordem dos 400 milhões de euros, “haveria a abater esses 400 milhões de euros ao valor da avaliação que o Estado tiver”.

Por outro lado, acrescentou ainda, “qualquer entidades que se interesse pela privatização vai querer entender o futuro que a espera”, avisou, lembrando que algumas empresas do grupo AdP têm capitais próprios inferiores a 50% e em alguns casos capitais próprios negativos, ou seja, estão em situação de falência técnica.

Para a AEPSA, a solução passa pela criação de entidades regionais e a sua concessão a privados através de concurso público, mantendo-se a propriedade das infra-estruturas no domínio público.

Ver comentários
Outras Notícias