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"Se o Estado vencer a batalha, será um desastre para as acções da PT"

O Estado português usou a "golden share" que detém na Portugal Telecom (PT) e vetou a venda da posição da operadora na Vivo. A 8 de Julho, o Supremo Tribunal da União Europeia poderá declarar ilegal esta "golden share". Contudo, "se o Estado vencer a batalha, será um desastre para as acções da PT", disse ao Negócios Javier Borrachero, analista da Kepler Capital Markets.

Raquel Godinho rgodinho@negocios.pt 30 de Junho de 2010 às 13:35
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O Estado português usou a “golden share” que detém na Portugal Telecom (PT) e vetou a venda da posição da operadora na Vivo. A 8 de Julho, o Supremo Tribunal da União Europeia poderá declarar ilegal esta "golden share". Contudo, “se o Estado vencer a batalha, será um desastre para as acções da PT”, disse ao Negócios Javier Borrachero, analista da Kepler Capital Markets.

O Estado usou hoje a “golden share”, vetando a venda da brasileira Vivo à Telefónica, depois de a oferta da operadora espanhola ter sido aprovada por 74% dos accionistas na Assembleia Geral Extraordinária.

“Espero que as acções tranquilizem, sem grandes impulsos”, afirmou Javier Borrachero, logo após ser conhecida a notícia de que a venda da posição da empresa portuguesa na Vivo foi vetada.

“Penso que se como esperado a 8 de Julho o Supremo Tribunal da União Europeia derrubar a ‘golden share’ será muito difícil ao Estado Português bloquear o negócio”, acrescentou ao Negócios o mesmo analista.

O especialista da Kepler ressalvou, contudo, que “se o Estado vencer a batalha, será um desastre para as acções da PT, visto que então não haverá obviamente outra possibilidade (não haverá uma nova oferta, não haverá uma oferta sobre a PT)”

“Os investidores foram ignorados. Isto irá minar a confiança dos investidores nas empresas portuguesas”, afirmou Francisco Salvador, analista da Iberian Equities em Madrid, citado pela agência Bloomberg.

As acções da PT estão suspensas desde as 10h42. O título subia, então, 5,42% para os 8,75 euros, tendo trocado de mãos 12 milhões de acções da companhia liderada por Zeinal Bava.

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