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"Supervisão terá que mudar na sequência desta crise"

Teixeira dos Santos afirmou hoje que a "supervisão terá que mudar na sequência desta crise" e que considera necessária uma reforma neste sentido.

Alexandra Machado amachado@negocios.pt 18 de Junho de 2009 às 22:32
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Teixeira dos Santos afirmou hoje que a “supervisão terá que mudar na sequência desta crise” e que considera necessária uma reforma neste sentido.

“Tenho consciência que é necessária uma reforma do sistema de supervisão, até pelas transformações europeias”, explicou o Ministro das Finanças, acrescentando que, dia 2 de Julho, vai haver um workshop para discutir essa matéria, sob égide do Ministério das Finanças”.

“É uma matéria sobre a qual estou atento. Os cinco anos à frente da CMVM mostram a minha postura”, continuou.

Teixeira dos Santos disse ainda que "no dia de hoje, todos concordamos que teremos de ser mais energéticos, todas as autoridades”.

“É uma das lições a retirar de tudo isto. Temos de ser menos pacientes e temos de ser mais pressionantes sobre as instituições e mais enérgicos”, sublinhou.


Teixeira acusa Nuno Melo de acreditar excessivamente em “mexeriquices” políticas

Teixeira dos Santos criticou ainda Nuno Melo dizendo que este “acredita excessivamente em mexeriquices políticas e não tem qualquer credibilidade" respondendo à provocação do deputado do CDS sobre se o ministro iria manter o Governador do Banco de Portugal caso o PS ganhasse as eleições.

Questionado por João Semedo, do Bloco de Esquerda, se mudar a supervisão requeria a substituição do supervisor, o responsável explicou que a “responsabilidade das reformas de supervisão é do poder politico, legislativo e executivo, não depende das pessoas que estão à frente das instituições”.

“Não há sistema de supervisão no mundo que impeça a ocorrência de coisas desta natureza”

Teixeira disse ainda que “é impossível garantirmos que há um sistema perfeito que previne e impede a prática de um crime”.

“Não há sistema de supervisão em parte nenhuma no mundo que impeça a ocorrência de coisas desta natureza. Não me surpreende que haja um acto que indicia prática de crime e que foi escondido”, acrescentou.

O responsável explicou ainda que os relatórios revelam que o Banco de Portugal detectou irregularidades.

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