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Raio-X ao desempenho da banca que tem "folga" de 8 mil milhões

Os bancos têm conseguido reforçar os rácios de capital, o que dá hoje mais margem ao setor para enfrentar a nova crise provocada pela pandemia, e, por outro lado, melhora a rentabilidade e a qualidade dos ativos. Este é o retrato que se faz do setor nos últimos anos, e que irá sofrer alterações devido à pandemia.

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Rita Atalaia ritaatalaia@negocios.pt 16 de Abril de 2020 às 15:28
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Mais margem para fazer frente à crise
Valores em percentagem nos rácios e em milhões de euros na "almofada" dos bancos

O reforço dos rácios de capital por parte dos cinco maiores bancos nacionais permite que haja agora uma "folga" de perto de 8 mil milhões de euros. Isto se se analisar a diferença entre o rácio CET1 exigido pelas autoridades e aquele que era registado pelos bancos no final do ano. No caso do Novo Banco há uma margem, mas que não pode ser considerada "folga" já que o banco tem vindo a pedir dinheiro para repor os rácios.

Reforço dos rácios de capital

Reforço dos rácios de capital
Nos últimos anos, as instituições financeiras conseguiram aumentar os rácios de capital, nomeadamente o CET1. Os dados da APB mostram que este rácio passou de 11,4% em 2016 para 14,1% no ano passado. Uma evolução que será agora travada pelo vírus.

Rentabilidade reforçada

Rentabilidade reforçada
Os bancos nacionais conseguiram também reforçar a sua rentabilidade, mostram os dados da APB. O rácio que mede a rentabilidade dos capitais próprios ("return on equity" ou ROE) passou de negativo (-7,3%) para 8,10% nos últimos quatro anos.

Menos crédito do que depósitos

Menos crédito do que depósitos
O rácio de transformação - cobertura dos créditos concedidos pelos depósitos - tem vindo a descer ao longo dos últimos quatro anos. Passou de 95,5%, em 2016, para 87,3% no final do ano passado, o que mostra que a banca está menos alavancada.

Recurso ao BCE acelera

Recurso ao BCE acelera
O financiamento da banca junto do BCE tem diminuído, situando-se, de acordo com a APB, nos 17,3 mil milhões no final do ano passado. Um montante que, segundo a Bloomberg, aumentou para 19,5 mil milhões de euros até março deste ano.
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