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Refinaria de Leça pode fechar depois de 2010

Murteira Nabo considera que a Galp Energia tem de preparar um plano de contingência para preparar o eventual fecho da refinaria de Leça, depois de 2010. Para o presidente da comissão independente que avaliou a refinaria não há razões para fechar já.

Negócios negocios@negocios.pt 08 de Abril de 2005 às 06:00

Murteira Nabo considera que a Galp Energia tem de preparar um plano de contingência para preparar o eventual fecho da refinaria de Leça, depois de 2010. Para o presidente da comissão independente que avaliou a refinaria não há razões para fechar já.

A Galp deverá elaborar um programa detalhado de contingência para permitir que o eventual encerramento da refinaria de Leça da Palmeira a prazo «se efectue nas melhores condições operacionais, financeiras e sociais». Esta é uma das recomendações do relatório entregue esta semana ao Governo pela grupo de trabalho liderado por Murteira Nabo de avaliação da refinaria de Matosinhos da Galp.

Apesar de afastar no curto prazo, quatro a cinco anos, o encerramento da refinaria, «por não haver razões, quer do ponto de vista da segurança e ambiente, quer do ponto de vista económico que o determinem», o relatório considera que a Galp poderá ter de equacionar o fecho da componente industrial da unidade (refinação e aromáticos) a partir de 2010.

As razões prendem-se com uma combinação de «desvantagens industriais» da unidade, que é de configuração simples e tem cerca de metade da dimensão considerada adequada para a rentabilização desta actividade, do volume de investimentos necessários para fazer face a futuros requisitos ambientais e de segurança, e ainda as tendências de mercado menos favoráveis que as actuais, quer para a comercialização de produtos refinados, quer para a produção química. Nas fragilidades de Matosinhos, Murteira Nabo, salientou ainda aos jornalistas, num encontro ontem onde esteve também o Ministro do Ambiente, Nunes Correia, as más condições do Porto de Leixões que não permitem um abastecimento regular de matéria-prima à unidade.

Leia a notícia na íntegra na edição de hoje do Jornal de Negócios.

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